Área ocupada abriga 150 famílias
Aricanduva - O assentamento Dorcelina Folador foi ocupado há 3 anos por 150 famílias do MST. A fazenda era de uma empresa que fazia experiências com sementes de milho híbrido. A terra foi dada como garantia de uma hipoteca e passou para o Banco do Brasil. Quando o banco iria leiloar a fazenda, o MST invadiu o local. A situação já está regularizada e a posse da terra agora é do Incra, que fez um contrato de ocupação com as famílias. A maioria das casas ainda está em construção o crédito de habitação é de apenas R$ 2.500,00.
Os lotes não têm energia elétrica nem água encanada mas ninguém reclama. ''A terra é fértil, o clima é bom e estamos próximos do mercado'', comenta Damasceno. Entre os assentados há ex-catadores de papel, ex-favelados de Londrina e até alguns indígenas. ''Nosso próximo desafio é produzir orgânicos. A gente tá feliz com a colheita, satisfeito com o assentamento e mais ainda com o momento que o Brasil está vivendo. Nós achamos que essa é uma oportunidade histórica para se fazer reforma agrária no País. É agora ou nunca'', afirma Damasceno. Durante a festa da colheita, que trouxe convidados de várias outras áreas do MST para um almoço no assentamento, também foi lançado o Bosque da Solidariedade, uma área de preservação ambiental permanente.





