Arquivo FolhaImunizandoA partir de 1º de abril o Paraná inicia campanha de vacinação que deve atingir 100% do rebanho do estado O Paraná poderá se unir aos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para reivindicar em bloco, a declaração de área livre de febre aftosa - com vacinação - para a região Sul. Apesar da viabilidade dessa medida, o Ministério da Agricultura acha difícil se concretizar a tempo de o Paraná cumprir todas as exigências feitas para conseguir a declaração.
Para Aluísio Satler, do Ministério da Agricultura, a dificuldade do Paraná está no controle das fronteiras com os Estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, de onde vem a ameaça da doença. Para ele, essas áreas precisam ser cuidadas com mais rigor. Mas segundo Felizberto Batista, chefe da Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, as chances do Estado são reais e não serão desperdiçadas. Em seguida, a Seab encaminha requisição para o Centro Panamericano de Febre Aftosa, no Rio de Janeiro, que vai fixar o número de amostras de sangue que precisa ser feito e em que regiões.
A reivindicação de declaração definitiva de área livre de febre aftosa é feita junto ao Organização Internacional de Epizootias (OIE), na França, órgão da Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas isso só irá ocorrer se a Defesa Sanitária Animal reunir toda a documentação solicitada e cumprir a tempo os testes exigidos para verificar a inexistência do vírus da doença. A bateria de testes só pode ser iniciada a partir de maio, quando o Paraná vai completar 24 meses sem a ocorrência de focos de febre aftosa.
O pedido para a declaração tradicionalmente é avaliado durante a reunião anual do OIE, no mês de maio. Para isso, os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul já deveriam ter enviado toda a documentação para a França no mês de janeiro. Mas não houve tempo em decorrência do atraso do Rio Grande do Sul nos testes de sorologia (exames de sangue que detectam a presença do vírus no campo).
O trabalho de sorologia nos dois Estados do Sul foi iniciado em junho de 1996, informou Roni Barbosa, diretor de Defesa Agropecuária do Estado de Santa Catarina e deveria ter sido concluído no mês de dezembro daquele ano. Só Santa Catarina cumpriu o prazo e o Rio Grande do Sul não conseguiu concluir os testes, perdendo o prazo para reunir a documentação necessária e enviá-la para o Ministério da Agricultura fazer a reivindicação junto ao OIE.
Segundo Barbosa, o Ministério da Agricultura vai pedir uma reunião extraordinária da comissão que analisa especificamente os casos de febre aftosa, para o mês de agosto. Até lá, se o Estado do Paraná conseguir concluir todas as etapas exigidas até atingir a fase em que se encontra os dois Estados do Sul poderá se juntar a eles.
Enquanto isso, a Secretaria da Agricultura do Paraná inicia mais uma etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, entre os dias 1º e 20 de abril, com a expectativa atingir 100% do rebanho do Estado avaliado em nove milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. Após o período de campanha, a Defesa Sanitária Animal vai concentrar as equipes de fiscalização no comércio intermediário de animais, leilões e pequenas propriedades, para constatar a imunização. O pecuarista flagrado sem o comprovante de vacinação, vai pagar uma multa de R$ 84,00 por cabeça não vacinada.

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