Área de telemarketing cresce 30% ao ano
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quarta-feira, 22 de maio de 2002
Maigue Gueths Equipe da Folha 
Curitiba - Se você ligasse para uma empresa para pedir uma informação ou fazer alguma crítica, acha que seria melhor atendido por um baiano ou por um americano? Se você é empresário e optou pelo baiano certamente terá muito mais chances de obter um bom relacionamento com sua clientela. Aliado a ações que mantenham os clientes interessados em seus produtos, essas chances aumentarão ainda mais, não apenas para conquistar, mas também para conseguir a fidelidade da clientela.
Em tempos de globalização e consequente competição acirrada entre empresas, dicas como essas são imprescindíveis para se manter no mercado. Cientes disso, a revista Consumidor Moderno, com sede em São Paulo, e a Ask! Cia Nacional de Call Center - empresa prestadora de serviços terceirizada na área de atendimento a clientes - realizaram ontem, em Curitiba, o fórum de debates A excelência que vem do Sul, que reuniu diretores de algumas das maiores empresas da Região Sul para discutir as transformações e inovações nas formas de relacionamento com o cliente.
Nos últimos três anos, houve uma explosão entre as empresas no segmento de atendimento ao consumidor, afirmou o presidente da Ask!, Maurício Rocha Zanco. O crescimento médio do setor, de acordo com a Associação Brasileira de Telemarketing é de 25% a 30% ao ano. A Ask!, por exemplo, começou em 1999 com 60 pessoas trabalhando como operadores, e hoje possui 1,2 mil empregados atendendo empresas de porte como o HSBC, Tim, Boticário, Copel, Esso, entre outras.
Para o diretor da revista Consumidor Moderno, Roberto Meir, esse crescimento deve-se à implantação do Código do Consumidor, em 1991, e ao Plano Real, que impulsionaram o consumidor a ter mais consciência sobre os preços dos produtos e cobrar qualidade. A indústria do atendimento ao cliente é a que mais cresce, ressalta.
Ele estima que entre 450 a 500 mil pessoas trabalham, hoje, em cerca de 200 prestadoras deste tipo de serviço. Meir lembra ainda que o Brasil tem sido escolhido por várias multinacionais como sede para instalarem seus centros de atendimento. É por causa da natureza do povo brasileiro, do seu jeito de conversar, que encanta as pessoas.


