Área de feijão deve reduzir 12% no Paraná
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
Na safra das águas 2011/12, a área cultivada com feijão no Paraná deve sofrer uma redução de 12% em relação à safra anterior. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), a área ocupada com a cultura deve ser de 303,4 mil hectares na primeira safra paranaense, o que indica uma redução de 41,6 mil hectares em comparação à safra 2010/11, quando foram plantadas 345 mil hectares com feijão no Estado.
A economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Tânia Moreira, explica que a diminuição é consequência do aumento da área plantada com milho. ''Com preço favorável, a área de milho verão deverá crescer 15%'', argumenta. Com isso, a produção de feijão no Paraná deve sofrer redução de 5% em comparação à safra 2010/11. A safra das águas 2011/12 no Estado é estimada em 504,6 mil toneladas, diante das 533,4 mil toneladas anteriores.
No somatório das três safras, a produção paranaense se manteve como a maior do Brasil, com 819,44 mil toneladas na safra 2010/11, o que corresponde a 23% do consumo nacional. Em todo o País, a produção atingiu 3,78 milhões de toneladas, com aumento de 14% em relação à safra passada e registrando o maior volume da série histórica de 35 anos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Comercialização
A Conab possui 134,7 mil toneladas de feijão armanezadas em estoques públicos, sendo que 97,3 mil toneladas são provenientes do Paraná. Mesmo assim, as importações seguem em ritmo acelerado no País e no acumulado de janeiro a agosto já somaram 105,11 mil toneladas. Segundo Tânia, os últimos leilões de venda de feijão não efetuaram negócios e, por esse motivo, as importações seguem necessárias para o atendimento da demanda interna. ''Os estoques da Conab são de safras passadas e, muitas vezes, não atendem a qualidade exigida no mercado'', afirma.
De setembro a novembro, no período da entressafra, o feijão se torna cada vez mais escasso e o volume importado cresce. Somente em agosto, as importações somaram 25,3 mil toneladas. Tânia revela que na somatória do ano a China é o maior exportador de feijão para o Brasil, totalizando 105 mil toneladas. Já na entressafra, o predomínio é argentino, responsável por 64% das importações feitas em agosto.
As importações paranaenses de agosto responderam por 76% do volume importado pelo Brasil com 19,4 mil toneladas. No acumulado do ano, as importações no Estado somam 74,7 mil toneladas. Dados da Seab indicam que a disponibilidade de feijão nacional para comercialização é de 27,8 mil toneladas, em média.
Os preços médios pagos aos produtores paranaenses em agosto foram de R$ 61,81 por saca de feijão preto e R$ 80,33 por saca de feijão de cor, para um custo médio de produção de R$ 78,03 por saca. Neste mês, com início da entressafra, os preços tiveram ligeiro aumento, passando para R$ 63 a saca de feijão preto e R$ 86,50 de feijão de cor. ''Mas esse preço elevado não chega ao produtor, que não tem feijão para vender agora. O aumento serve como um incentivo para o plantio de feijão'', esclarece Tânia.


