Área de concessão da Copel cresce 1,7%
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quarta-feira, 28 de julho de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O mercado de fornecimento de energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia (Copel) cresceu 1,7% de janeiro a junho deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados apresentados no último dia 27 pela Direção de Finanças e Relações com Investidores da Copel para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o setor rural foi o que teve o maior desempenho com variação positiva de 7,2%.
O crescimento da área rural teve como principal causa o aumento das exportações de produtos agropecuários e agroindustriais. O consumo da área rural do Paraná passou de 636 gigawatts por hora (GWh) nos primeiros seis meses do ano passado para 681 GWh no primeiro semestre de 2004.
O setor comercial teve alta de 5,6% no consumo no mesmo período. Passou de 1.442 GWh para 1.522 GWh. Cada GWh equivale a mil megawatts por hora (MWh). De acordo com a assessoria de imprensa da Copel, o aumento foi resultado da modernização do setor empresarial, com implantação de novas unidades comerciais. O setor residencial também apresentou uma ligeira alta de 1,4% no consumo de energia, passando de 2.204 GWh em 2003 para 2.235 GWh em 2004.
O setor industrial teve retração de -1% no consumo de energia, passando de 3.537 GWh para 3.502 GWh. A Copel informou que a redução resultou da desaceleração produtiva das indústrias paranaenses. Levantamento feito pela empresa de energia do Paraná demonstrou que houve uma evolução no número de ligações industriais, cerca de 300 novas por mês, o que indicaria uma média de dez novas ligações industriais por dia.
O analista de investimentos da Century Investimentos Ltda., Mohamed Talah Júnior, informou que o resultado de desempenho de consumo da Copel não trouxe surpresa para o setor. ''A Copel, como todo o Paraná, está sendo favorecida neste momento pela classe rural. A economia paranaense cresceu por causa das exportações de soja e de frango, proporcionando uma cadeia de fluxo positivo na economia. É um mero resultado do agronegócios'', analisou Talah Júnior.
Com o reaquecimento da economia, o diretor de Finanças da Copel, Ronald Thadeu Ravedutti, acredita que o potencial de consumo industrial seja aumentado proporcionando um crescimento real do consumo de energia da estatal no Paraná na ordem de 3,5% a 4% em 2004 se comparado ao ano anterior.


