Área com triticale cresce 13% no PR
Vânia Casado
De Curitiba
O plantio de triticale deve crescer este ano no Paraná, como mais uma opção de cultura de inverno. Os produtores estão vendo a possibilidade de abastecer as indústrias de ração que podem comprar o produto em substituição ao milho, que este ano está escasso e caro no mercado. O triticale poderá ser usado como alimentação na avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite. A previsão é que a área plantada possa crescer 13,5% esse ano, passando de 45.850 hectares para 52.000 hectares.
A expansão maior deve ocorrer no Oeste, Sudoeste e na região de Ponta Grossa. A Sadia não adotou programa de incentivo à cultura. Mas está anunciando aos produtores do Sudoeste, que se aparecer o produto ela compra, sem no entanto firmar qualquer compromisso. O triticale é um grão rústico, que resiste mais à estiagem e geadas se comparado com o trigo, informou o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral), Otmar Hubner.
Para o agricultor o custo de produção do triticale é menor, da ordem de 90% do custo do trigo. O preço de venda para as fábricas de ração também mantém essa relação, disse o técnico. Além disso, tem um potencial de produtividade maior e é menos exigente que o trigo. Mas também é sensível à chuva na colheita como no trigo, o que justifica a resistência de muitos produtores em aderir à cultura.
Na região de Guarapuava, os produtores estão estimulados a expandir o plantio. No ano passado foram plantados 3.800 hectares na região e esse ano deverão ser plantados em torno de 5.500 hectares. A comercialização da safra passada agradou aos produtores, o que é um incentivo para repetir a instalação das lavouras este ano. A cotação do triticale ficou acima da expectativa, variando de R$ 10,00 a R$ 11,00 a saca de 60 quilos. Como o preço do milho deve permanecer alto no decorrer do ano, o triticale entra no vácuo como produto para fazer ração, acredita o técnico do Deral, Arthur Bittencourt Filho.
A região Central tem o clima ideal para a cultura do triticale. Bittencourt acredita que a expansão do grão na região não deve inibir o plantio de trigo porque muitas áreas que seriam deixadas de pousio este ano poderão ser utilizadas para plantar a cultura.





