O Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura, divulgou ontem as últimas estimativas de área e produção da safra 96/97 no Paraná. Conforme o relatório, a área do algodão caiu ainda mais. Na safra passada, a área plantada com a cultura era de 182,7 mil hectares, nesta safra caiu para 63 mil ha. Isso representa uma redução de 65,5%.
Das culturas que tiveram crescimento na área, destaca-se o milho-safrinha. A previsão é que para a safra deste ano haja um aumento de 14,5% da área, passando de 576 mil hectares para 660 mil. Da área prevista pelo Deral, 60% já está semeada. A perspectiva é que o Paraná colha 1,6 mil toneladas de milho na safrinha, 8,7% a mais que na safra passada.
Segundo o técnico do Deral, Renato Correa, o aumento de área é reflexo do desestímulo dos produtores com o trigo. Correa destaca também que a possibilidade de utilização do grão para o pagamento da securitização pesou na hora do agricultor optar pelo milho safrinha. Associado a isso está a liberação de crédito pelo Banco do Brasil, para financiamento de custeio da safrinha. ‘‘Todos esses fatores estão influenciando o agricultor, que está investindo mais na cultura, apesar de ser de risco’’, explica Correa.
O economista da empresa de consultoria, Safras & Mercado, Paulo Molinari, diz que a perspectiva é que o milho safrinha tenha condições normais de mercado. A previsão é de que em agosto o preço esteja entre R$ 6,70 e R$ 7,00 a saca. Para ele, entretanto, esse valor deve ser limitado, por causa da concorrência com o produto internacional.
Custeio O Banco do Brasil já liberou R$ 8,5 milhões para financiamento de custeio do milho safrinha no Paraná. Segundo o superintendente estadual do BB, Derci Alcântara, cerca de mil agricultores já foram beneficiados com os recursos. Entretanto, o valor liberado atende apenas 80% da demanda. ‘‘Para financiar o custeio da safrinha no Paraná, seriam necessários cerca de R$ 10 milhões’’, afirma Alcântara.
O superintendente do BB explica que o financiamento está sendo liberado conforme a ordem de entrada no pedido. Pesa também na liberação pendências junto ao Banco. Os juros são os aplicados nos créditos da safra normal, ou seja 12% ao ano e 9% para os pequenos produtores beneficiados pelo Pronaf.

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