A primeira-secretária Camile Filippozzi destaca que a prova do Instituto Rio Branco exige grande preparo. ''A prova de português tem uma das correções mais difíceis, então, é necessário ter amplo conhecimento do idioma. Também recomendo dominar a bibliografia do guia de estudos, fazer acompanhamento de assuntos importantes nos jornais, frequentar grupos de estudo'', aconselha.
O Ibrae, criado em Belo Horizonte na década de 1990, oferece cursos de preparação para a prova do Instituto Rio Branco e tem um polo em Curitiba. Porém, o conteúdo para a prova, em CDs, DVDs e livros, pode ser adquirido de qualquer lugar do Brasil por meio do site www.diplomaciamg.com.br.
Miguel Roberto Ortiz Rojas, do Ibrae, acredita que o caminho do Brasil rumo ao papel de potência econômica global passa pela diplomacia. ''O diplomata é a base da economia brasileira e tem que ser muito bem preparado. Na medida em que melhoram as negociações internacionais, vêm mais recursos para o País e mais investimentos em todas as áreas'', justifica.
Ele descreve o perfil dos estudantes dos cursos do Ibrae. ''No início, havia a predominância de pessoas formadas em Direito. Hoje, gente de todas as áreas está se informando sobre a carreira diplomática. Como o mercado de trabalho está lotado, buscam-se alternativas de concursos. A carreira diplomática é procurada não apenas pela remuneração, mas também pelo prestígio e pelos privilégios que oferece'', afirma o diretor do Ibrae.
Viviane Aguiar Fonseca Santos, formada em Relações Internacionais, prepara-se no curso do Ibrae para a prova do Instituto Rio Branco. ''Me interessei pela carreira de diplomata, em primeiro lugar, pela miscigenação da minha família. Além disso, sempre estudei idiomas, desde criança, e isso fez aumentar meu interesse por outras culturas. E o curso de Relações Internacionais ampliou ainda mais esse interesse'', explica. (F.G.)

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