Área abrigou cerâmica pioneira
Arquivo FolhaRaquel Mortari, uma das proprietárias do terreno vendido ao CondorDesativada há mais de 20 anos, a Cerâmica Mortari fabricava na década de 40 grande parte das telhas que cobria as residências de Londrina, além de tijolos e manilhas. A maior parte da madeira usada na construção das casas também vinha da serraria da família que, junto com a cerâmica, formava a Indústria Mortari.
A serraria e a cerâmica foram inauguradas em 1936 e 1940, respectivamente, pelo pioneiro Amadeu Mortari, que chegou a Londrina na década de 30, vindo de Matão (SP). A indústria era a maior de Londrina na época, com dez fornos e 400 empregados. Os cinco filhos do pioneiro trabalhavam no local, segundo Raquel Mortari, viúva de Gilseno Mortari.
A produção era vendida no Norte do Paraná e para cidades do interior paulista. O barro utilizado na fabricação das telhas era retirado da barranca do Rio Tibagi, em dois sítios da família. Da história da indústria resta ainda um forno que servia para alimentar a caldeira da serraria e que está num terreno de 12 mil metros quadrados, até hoje pertencente aos Mortari. (C.L.)

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