Arcom apresenta plano à CPI
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de outubro de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
O presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom), Ariovaldo Ferraz Arruda, apresenta hoje na CPI que apura irregularidades na distribuição e na venda de combustíveis no Estado um plano de moralização e modernização do setor na região.
O depoimento de Arruda na Assembléia Legislativa baseado em fartos dados estatísticos lança publicamente o Pacto Público de Normatização e da Prática Comercial no Segmento de Combustíveis, pilar do Movimento Cívico para a Ética e Moralidade nos Combustíveis.
O objetivo da Arcom é resgatar a confiança da opinião pública na atividade a partir da distribuição de selos que atestem qualidade total no produto vendido e que garantam absoluta correção no recolhimento de tributos nos pontos de venda.
Londrina é um dos dois municípios do Estado o outro é Foz do Iguaçu que está na lista negra da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nesta lista estão mais cinco municípios: São Paulo, Brasília, Vitória, Uberlândia (MG) e Blumenau (SC).
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) ficará responsável pela análise das amostras colhidas por uma unidade móvel da Arcom. Uma van visitará periodicamente os postos para fazer a coleta.
Segundo Arruda, a adesão ao pacto em Londrina já atinge 60% dos proprietários de postos. A expectativa do líder empresarial é que pelos menos 90% deles sejam mobilizados até o anúncio oficial do pacto, previsto para a primeira quinzena deste mês.
Na noite de ontem, durante uma palestra em Maringá, o presidente da Arcom apresentaria o plano para um grupo de 50 donos de postos da cidade.
Além da Arcom, o Ministério Público, o Procon, a Receita Estadual e o Ministério do Trabalho estão envolvidos no projeto. A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), através de sua Câmara Arbitral (integrada por 13 entidades civis), também dará suporte técnico e jurídico ao pacto.
O movimento dos vendedores de combustível, que só em Londrina emprega 4,5 mil pessoas em 110 pontos de venda, pretende ser uma versão muito mais abrangente do Comitê Catarinense da Qualidade de Combustível, entidade multidisciplinar cujos estatutos inspiraram o pacto londrinense.


