Citada pelos idealizadores do projeto Arco Norte como uma provável parceira estratégica, a multinacional DHL vê ''grande potencial econômico'' no Sul do País. E acredita que, se viabilizado, o aeroporto de carga em Londrina poderá ser uma ''alternativa complementar'' para os terminais já existentes como o de Viracopos, em Campinas.
''A cidade de Londrina é um polo importante de desenvolvimento regional e nacional'', afirma o gerente-geral de Operações da DHL Express, Amaury Vitor. Segundo ele, o Arco Norte seria capaz de estimular a instalação de indústrias de base na região. ''Como uma empresa de transporte, a DHL Express está pronta para atender novas demandas de mercado doméstico e internacional por empreendimentos do tipo'', afirma.
Tida como líder mundial no mercado de envio expresso e logística, a DHL atende cerca de 220 países e 1.430 cidades, trabalhando com cargas industriais dos setores têxteis, fármacos, eletrônicos e automobilísticos. ''Transportamos desde amostras, documentos, produtos até produções inteiras'', conta.
O gerente da filial da Braspress de Londrina, Márcio Martins Costa, também apoia o Arco Norte. Ele explica que a maior parte da carga aérea que circula pelo País hoje está concentrada em Viracopos. ''Se (o Arco Norte) for construído, muita carga seria transferida para aqui'', ressalta.
Líder nacional do mercado de encomendas, a Braspress atua nos modais rodoviário e aéreo. Segundo o gerente, as principais cargas que seguem pelo ar são confecções, produtos veterinários, agropecuários, produtos de informática, relógios, semijóias e materiais para óticas. ''O custo do transporte aéreo hoje não é tão diferente do rodoviário, principalmente nas grandes distâncias, quando acaba sendo até mais barato'', ressalta.
Segundo ele, pela tabela da empresa, um frete da região sul para Manaus, por exemplo, é bem mais caro no modal rodoviário. ''Além dos custos próprios do caminhão, você tem de contabilizar os pedágios e os prejuízos com as estradas ruins'', ressalta.
Projeto
O Arco Norte é um projeto de desenvolvimento regional que envolve os municípios de Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana e tem como âncora um aeroporto internacional de carga a ser construído na Zona Sul de Londrina, próximo à Mata dos Godoy.
A prefeitura da cidade já declarou de utilidade pública uma área de 5,7 mil hectares para abrigar o empreendimento. Mas ainda não há recursos públicos ou privados para tirar o projeto do papel.
Na semana passada, ele foi indicado pela bancada paranaense na Câmara dos Deputados para integrar o Plano Plurianual do governo federal. Não se sabe ao certo qual será o custo do Arco Norte. Na emenda dos deputados, ele foi estimado em R$ 500 milhões.
Apesar de estar sendo debatido desde 2005, o projeto ainda não conta com um estudo de viabilidade, cujo custo gira em torno de R$ 2 milhões.

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