Arcebispo diz que mínimo é humilhante Agência Estado De Salvador O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, o bispo mineiro d. Geraldo Majella Agnelo, afirmou ontem que o salário mínimo brasileiro é ‘‘humilhante’’. Ele participou, na capital baiana, do lançamento da Campanha da Fraternidade. Ele achou insuficiente a proposta de mínimo de US$ 100,00, defendida pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). ‘‘US$ 100,00 é pouquíssimo mesmo para o Brasil, onde o custo de vida ainda é baixo em comparação com outros países’’. Na visão de d. Geraldo, o salário mínimo brasileiro deveria ‘‘garantir o sustento de sua família (do trabalhador), saúde e educação ao alcance de todos, e moradia digna’’. D. Geraldo afirmou que o atual valor (136 reais) ‘‘não dá para quase nada’’. Segundo o arcebispo, que assumiu o cargo de chefa da Igreja em Salvador no primeiro semestre de 1999, em substituição a d. Lucas Moreira Neves, o ideal seria que o trabalhador pudesse estabelecer o salário mínimo. Para se adequar à Campanha da Fraternidade desde ano, cujo tema é Dignidade Humana e Paz, d. Geraldo acha que a primeira ação do governo deveria ser priorizar a remuneração do trabalho e não do capital. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Jaime Chemello, afirmou que um salário mínimo de US$ 100,00 e até mesmo de US$ 200,00 é ‘‘insuficiente’’ para trabalhador o brasileiro ter uma vida digna.

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