Arapuã vai fechar todas as lojas no Paraná
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Denise Angelo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de sexta-feira, dia 29, a rede de eletrodomésticos Arapuã encerra as atividades no Paraná. A desativação das dez lojas no Estado faz parte de um projeto de racionalização do grupo , que desde 1998 enfrenta um processo de concordata. Por causa disso, a Arapuã tem crédito limitado e abastece suas lojas somente com produtos pagos à vista. Daí a necessidade de reduzir o número de pontos de venda para um patamar compatível com a capacidade de aquisição de mercadorias.
No Paraná, a Arapuã tem cinco lojas em Curitiba, uma em Londrina, uma em Maringá, uma em Foz do Iguaçu, uma em Cascavel e uma em Ponta Grossa. No total, 108 funcionários perderão o emprego. Segundo o gerente de uma das lojas da capital, Anderson Luiz, há uma tentativa de recolocar os funcionários em empresas antes concorrentes. Em Curitiba o mercado é grande e quase todos os funcionários já estão com emprego garantido, disse o gerente.
Para liquidar o estoque, especialmente do mostruário de móveis, a Arapuã está oferecendo descontos de até 40% nos produtos. Se o móvel tiver alguma avaria o desconto pode ser ainda maior, informou Luiz. Eletroeletrônicos que compõem o mostruário das lojas também estão com preços especiais.
Além do Paraná, a Arapuã deixará de operar no
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal, Espírito Santo e Goiás. Nesses seis Estados, serão fechadas 34 lojas.
Nos demais Estados onde a Arapuã está presente hoje também haverá redução do número de lojas, num total de 28. Serão fechadas principalmente aquelasque funcionam em shoppings.
A rede permanecerá com 87 lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe.
Segundo a assessoria de imprensa da Arapuã, com as medidas de racionalização, a administração da empresa confia que suplantará seu ponto de equilíbrio, retornando a expansão de sua rede quando as condições conjunturais forem melhores e o processo de concordata estiver superado.
Há quatro anos, a Arapuã entrou em sérias dificuldades que levaram os controladores a pedir concordata, alegando que a empresa tinha alto índice de inadimplência. Na época, os créditos em atraso somavam cerca de R$ 550 milhões.
No momento, a empresa tem algumas parcelas da concordata vencidas, mas a Justiça ainda não decretou falência porque aguarda resultado do plano de restruturação apresentado pelo grupo controlador. A receita anual da rede é de R$ 600 milhões e com base nesse númeroos controladores pretendem evitar a falência.


