Curitiba - A Arapuã fecha definitivamente hoje oito das dez lojas que tem no Paraná. Duas lojas de Curitiba continuarão abertas por pelo menos uma semana para comercializar os produtos que não foram vendidos no Interior. A empresa está fechando 30 dos 149 pontos que tinha em todo o Brasil por problemas de abastecimento da rede.
A Arapuã está em processo de concordata desde 1998 e por isso tem limitação de crédito. Segundo a assessoria de imprensa da Arapuã, a empresa não tem acesso a crédito e tem que comprar todos os produtos à vista. A rede não tinha mais condições de abastecer todas as 149 lojas e por isso decidiu manter apenas 109, as quais serão abastecidas regularmente, informou a assessoria.
O pagamento de crediário dos clientes da Arapuã deve ser feito a partir de hoje em qualquer agência bancária e nas casas lotéricas. Durante a semana, o anúncio do fechamento atraiu clientes atrás de promoções. A empresa vendeu móveis e eletrodomésticos com até 40% de desconto. ‘‘As vendas foram bem melhores do que na semana passada, mas em comparação com o ano passado está muito fraco’’, afirmou um vendedor. Ontem as lojas já com poucos produtos.
No Paraná, a Arapuã tinha um total de 108 funcionários em cinco lojas em Curitiba, uma em Londrina, uma em Maringá, uma em Foz do Iguaçu, uma em Cascavel e uma em Ponta Grossa. De acordo com o gerente geral da Arapuã, Luiz Carlos Jacobi, muitos trabalhadores estão sendo chamados pela concorrência. ‘‘As outras lojas têm me procurado para eu indicar os melhores’’, relatou. Segundo ele, os pontos da Arapuã em Curitiba já estão sendo negociados com outras empresas.
O pedido de concordata foi feito pela própria empresa, que alegou altos índices de inadimplência. Na época, os créditos em atraso somavam cerca de R$ 550 milhões. Atualmente, a receita anual da empresa é de R$ 600 milhões.
Arapuã de Londrina
Ontem, no penúltimo dia de funcionamento das Lojas Arapuã de Londrina, praticamente todos os produtos que estavam exposto no estabelecimento já estavam comercializados. A queima de estoque, segundo o gerente da loja que preferiu não se identificar, atraiu muitos consumidores nas duas últimas semanas.
Geledeiras, fogões, eletroeletônicos e eletrodomésticos foram os primeiros produtos a serem comercializados. Segundo uma vendedora que também não se identificou, os produtos foram vendidos pelo preço de custo desde a última quarta-feira.
O gerente disse hoje, último dia de funcionamento da loja, os consumidores vão encontrar basicamente alguns móveis, como sofás e cozinhas moduladas, que sobram. ‘‘Tudo será vendido a preço de custo’’, garantiu. Para se ter uma idéia, um sofá que custava R$ 210,00, ontem era ofertado por R$ 140,00.
Segundo o gerente, a loja de Londrina empregava 11 funcionários entre vendedores e pessoal da administração. Ele observou que todos já conseguiram outras colocações no mercado.(Guto Rocha)

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