Josoé de CarvalhoO vice-prefeito de Arapongas, Sérgio Kummel, conversa com Ryszard Leja, do grupo polonês PZL.Empresários poloneses do grupo PZL estudam a viabilidade de instalar uma indústria de aviões em Arapongas. Ontem, eles conheceram o galpão do Instituto Brasileiro de Café (IBC) daquele município, que tem 65 mil metros quadrados de área coberta e é um dos locais cogitados para abrigar a montadora, segundo o prefeito José Aparecido Bisca. O grupo PZL é uma estatal com 22 mil empregados que, além de aviões agrícolas usados para pulverização, produz aeronaves convencionais, helicópteros, tratores, motores marítimos e carros elétricos, entre outros.
A comitiva com empresários e políticos de Arapongas embarca hoje para Pirassunga (SP) e amanhã se reúne com o governador Jaime Lerner, em Curitiba. Bisca diz que vai buscar o apoio de Lerner para viabilizar a implantação da montadora de aviões em Arapongas. ‘‘Queremos os incentivos do Programa Paraná mais Empregos’’, afirma.
Segundo ele, os empresários também sinalizaram a possibilidade de construir fábricas de tratores e de carros elétricos na região. ‘‘A intenção do município não é ficar com todos estes investimentos. O governador pode sugerir outras cidades, desde que fiquem na região Norte do Estado’’, diz Bisca.

Josoé de CarvalhoNegociandoUm dos modelos fabricados pela empresaO prefeito afirma que os contatos com os empresários começaram há vários anos. O principal atrativo de Arapongas é sua economia agrícola. ‘‘Por enquanto, o município está namorando com o grupo. Mas se tudo der certo, devemos assinar o protocolo de intenções para a implantação da montadora de aviões na próxima sexta-feira’’.
Sem querer detalhar a negociação, o presidente da PZL, Ryszard Leja, prefere não quantificar o investimento. Ele diz que o primeiro passo será entrar na região com prestação de serviços, além de fazer a montagem dos aviões produzidos na Polônia, que chegarão ao País em containers. ‘‘A produção dos componentes no Brasil vai depender do mercado’’, afirma. Caso o protocolo de intenções seja assinado, uma empresa de serviços de pulverização será montada em Arapongas até o final do ano, segundo Leja. O assessor comercial de avição, Leszek Star, calcula que, para cada dólar aplicado em pulverização por tonelada de cana-de-açúcar, os usineiros ganhem US$ 23 doláres.

mockup