O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, esteve ontem na 8ªedição da FIQ - Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para a Indústria Moveleira -, que acontece em Arapongas, e anunciou investimentos para o polo industrial da cidade e também para outras regiões do Estado. Durante o Fórum Setorial da Indústria Moveleira, que acontece duas vezes por ano geralmente em Curitiba, Campagnolo falou acerca de um investimento de R$ 10 milhões para a implementação de um Instituto Tecnológico para o setor moveleiro de Arapongas. O valor deve ser liberado ainda este ano e faz parte dos R$ 150 milhões que estão chegando via Senai Nacional, de um total de R$ 1,5 bilhão que será distribuído entre todos os estados do País.
  O objetivo do instituto será a certificação de todos os móveis produzidos no polo. Em entrevista para a FOLHA, o presidente da Fiep também ressaltou a importância de realizar o Fórum Setorial no interior do Estado, ‘‘como uma forma de se aproximar dos sindicatos do setor’’. ‘‘O dinheiro será aplicado nos próximos três anos e meio, boa parte em institutos de tecnologia. No caso de Arapongas, o instituto deve ser implementado ainda este ano’’, relatou.
  Já para Maringá, Campagnolo anunciou que até o final do ano já deve estar funcionando um laboratório conveniado do Cosmob (Consórcio Mobiliário da Itália), que realiza avaliações laboratoriais de produtos e matérias-primas. Neste caso, para o segmento de colchões, avaliando esse tipo de produto quanto a durabilidade, flexibilidade e outras características. ‘‘O investimento gira em torno de R$ 500 mil e até o final do ano colchões já estarão sendo certificados. Nós somos o estado pioneiro no País que fechou convênio com o Cosmob’’, salientou o representante da Fiep. Além do Paraná, os estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo possuem convênio com os italianos.
  Além disso, o Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima) e os outros sindicatos do Estado terão acesso a um software avançado desenvolvido pelo Cosmob, que poderá avaliar de forma precisa a vida útil dos móveis produzidos pelo segmento. ‘‘Este processo também já está em andamento e os empresários terão acesso à ferramenta através dos sindicatos’’, completou Campagnolo. Além dos R$ 150 milhões captados pela Fiep através do Senai, o Paraná ainda deve receber mais R$ 200 milhões através de outros programas ligados ao CNPq, Finep e BNDES para investimentos.

Imagem ilustrativa da imagem Arapongas ganha instituto tecnológico de R$ 10 mi
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