Arafat pede mediação de Estados Unidos e Rússia
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
France Presse 
JERUSALÉM - O presidente Yasser Arafat exigiu ontem a arbitragem dos Estados Unidos e da Rússia para solucionar a questão de Hebron, enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamín Netanyahu atribuiu aos palestinos a responsabilidade pelo estancamento das negociações sobre a retirada militar israelense nessa cidade da Cisjordânia.
Pedimos a arbitragem internacional daqueles que assinaram o acordo entre nós e os israelenses na Casa Branca, sob a supervisão do presidente Clinton, disse Arafat à imprensa em Jericó, referindo-se aos EUA e à Rússia, os padrinhos do processo de paz no Oriente Médio.
O presidente palestino disse ao final de um encontro com o primeiro-ministro jordaniano Abdelkarim Kabariti: Está claro que os israelenses insistem sempre em modificar o que foi combinado. Afirmou esperar que a retirada aconteça antes do final do ano.
Há dois meses, israelenses e palestinos tentam em vão chegar a um acordo a respeito das modalidades de aplicação do acordo sobre a extensão da autonomia na Cisjordânia no que diz respeito concretamente a Hebron.
Israelenses e palestinos se acusam mutuamente de alongar as negociações sobre Hebron. Elas representam um dos principais obstáculos às garantias suplementares que o primeiro-ministro de Israel pretende obter sobre a segurança dos 400 colonos judeus que estão instalados em meio a 120.000 palestinos.
Netanyahu atribuiu aos palestinos a completa responsabilidade pelo estancamento das negociações sobre a retirada militar israelense de Hebron, apesar de as divergências entre as duas partes não serem significativas, declarou, durante uma entrevista à imprensa ontem em Tel Aviv.
Comprova-se claramente que os palestinos decidiram não concluir as negociações, disse Netanyahu acrescentando que há dois dias, fizemos novas propostas oferecendo uma margem de manobra à outra parte, que infortunadamente não teve o efeito esperado.
Segundo o primeiro-ministro, os palestinos quiseram esperar as eleições nos Estados Unidos (de 5 de novembro), depois a conferência econômica sobre o Oriente Médio no Cairo (12-14 novembro) partindo da hipótese de que o mundo acusaria Israel de responsabilidade pelo atraso das negociações, destacou Netanyahu.


