Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda na New York Mercantile Exchange (Nymex) – caíram cerca de US$ 2 –, pressionados pelo anúncio dos planos da Arábia Saudita de aumentar a produção para estabilizar os preços. Os contratos de petróleo para agosto fecharam em US$ 30,67 o barril, com queda de US$ 1,83. A mínima foi de US$ 30,25 e a máxima, de US$ 31,30. A Arábia Saudita, maior produtor e exportador mundial, surpreendeu o mercado na segunda-feira ao anunciar que iria elevar a produção em 500 mil barris por dia se os preços não caírem dentro dos próximos dias. O anúncio parece ser admitido na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O ministro de petróleo saudita, Ali Naimi, afirmou que o seu país buscaria todas as formas possíveis para reduzir o preço médio da cesta de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) do atual nível, ao redor de US$ 30,00 o barril, para US$ 25,00 o barril.
Os traders, que ontem retornavam do feriado prolongado de 4 de julho nos EUA, reagiram às notícias vendendo os contratos futuros a partir da abertura da sessão. Contudo, passado o pânico inicial, os futuros de petróleo recuperaram parte das perdas. ‘‘A sessão não foi tão movimentada quanto eu imaginava que seria. O mercado sofreu uma forte queda, mas não despencou’’, disse um trader.
Não faz nem duas semanas que a Opep decidiu aumentar a produção em 708 mil barris por dia e a Arábia Saudita anunciou que está disposta a aumentar a sua oferta da commodity. Segundo analistas, como a Arábia Saudita está buscando desempenhar um papel mais decisivo para manter os preços em níveis mais moderados, os especuladores concluíram que os preços podem ter alcançado seu topo.

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