A Arábia Saudita abrirá seu mercado para o açúcar, os frangos, o minério de ferro, o alumínio, o papel e caminhões brasileiros dentro do programa de adesão do reino árabe à Organização Mundial do Comércio (OMC), informou ontem o Itamaraty.
O ministro do Comércio saudita, Osamah Bin Jafar Faqeeh, e o chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia assinaram um acordo pelo qual o governo saudita se compromete a consolidar taxas alfandegárias em condições mais favoráveis para o Brasil.
O governo brasileiro, em troca, se compromete a desempenhar um papel construtivo nas negociações que a Arábia Saudita empreende para se tornar membro da OMC. O acordo, segundo as normas da OMC, só entrará em vigor depois da conclusão das negociações entre Riad e seus sócios comerciais.
Em 99, o intercâmbio comercial entre os dois países foi de US$ 1 bilhão, contra os mais de US$ 4 bilhões que se registram na década passada. No mesmo ano, o Brasil importou US$ 615,4 mil, a maioria correspondente ao petróleo, enquanto as importações de Riad procedentes do Brasil chegaram a US$ 419,4 mil.
Esse acordo assinado durante a primeira visita oficial de três dias que o príncipe herdeiro e vice-primeiro-ministro saudita, Abdullah Bin Abdul Aziz, realiza ao Brasil, teve como centro das discussões a alta do petróleo.
Ontem, o ministro da Fazenda, Pedro Malán, recebeu seu homólogo saudita, Ibrahim Al-Assaf. Hoje, o herdeiro do trono saudita se encontrará com o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

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