Árabes querem aumentar as importações do Brasil
Carmem Murara
De Curitiba
Os empresários interessados em ampliar o leque de exportações e buscar novos mercados estão sendo incentivados a fechar negócios com os países árabes. O apoio parte da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que ontem esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, em Curitiba, para apresentar as potencialidades de trocas comerciais entre o Oriente Médio e o Brasil. A intenção da Câmara é triplicar o volume de produtos exportados num prazo de três anos.
Hoje, o Brasil exporta para os países árabes apenas US$ 1,7 bilhão em soja, cereais, açúcar, aço, minérios e frangos, um dos produtos que mais ganhou mercado nos últimos anos. O volume é pequeno se comparado com os US$ 145 bilhões que são importados do restante do mundo. A mesma quantia de dinheiro entra no Brasil com as importações, que se concentram em petróleo e fertilizantes provenientes do Oriente.
As exportações e importações são ainda muito restritas e abrangem poucos produtos. Há potencial para crescer, afirmou o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Paulo Sérgio Atallah. Ele cita como exemplo o caso da Argélia que exporta para o Brasil US$ 400 milhões e importa apenas US$ 30 milhões.
O Paraná ocupa a quarta posição entre os Estados que mais exportam aos países árabes, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Estado representa 15% das exportações brasileiras, o que representa US$ 260 milhões.
A forma como a câmara encontrou de estimular as vendas são as feira e exposições de produtos. No segundo semestre deste ano, estão programadas quatro feiras voltadas ao setor de móveis e decorações, contrução civil, tecnologia da informação e a última de utilidades domésticas e produtos de consumo.
Para expor nas feiras, as empresas interessadas pagam R$ 3,6 mil à Câmara, que se encarrega de levar amostras e catálagos, até o limite de seis quilos, para colocá-los nos estandes. São levados materiais de 20 empresas para cada exposição.





