Ar muito seco ou muito úmido faz mal à saúde, diz médico
Curitiba - A umidade do ar ideal para o ser humano é de cerca de 70%. Quando não é possível atingir esta situação naturalmente, as pessoas procuram amparo tecnológico. As afirmações são do chefe do setor de pneumologia do Hospital Cajuru e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o médico Paulo Sandoval.
Ele disse que os aparelhos usados para atingir a condição ideal de umidade são interessantes desde que sejam de boa qualidade. Sandoval explicou que o clima muito seco pode trazer problemas. A mucosa da via aérea é umidificada, ou seja, tem uma película de água que a reveste. É como se fosse uma membrana de água. Quando o ar tem pouca umidade, essa película se rompe, ou seja, perde a continuidade. A partir disso, permite a passagem de substâncias que geram infecções, tosse, rinite alérgica, faringite, laringite, piora de asma e bronquite.
No outro extremo, o clima úmido favorece o crescimento de fungos. Os micro-organismos são nocisos, ficam no ar e nas paredes. O desumidificador tem o papel de diminuir a umidade para acabar com esses problemas. A umidade em excesso provoca ou piora problemas alérgicos, asma, rinite e conjuntivite.
O médico destaca ainda que o ar condicionado só faz mal quando não tem manutenção adequada e quando os filtros não são trocados. Pode trazer algum tipo de problema quando fica atrás das costas da pessoa.
Sandoval explicou que quando os equipamentos são bem adaptados podem ajudar a manter a condição de temperatura e umidade normais para o corpo e trazer conforto.
Ele recomenda que o consumidor procure o equipamento certo para o tamanho do ambiente, compre produtos com marcas de qualidade e leia atentamente o manual antes de usar o aparelho. (A.B.)





