Ar-condicionado e ventiladores já estão em falta no comércio
Arquivo FolhaMercado aquecidoAs lojas de eletrodomésticos não tiveram estoques para atender à demanda: calor demaisAr-condicionado e ventilador transformaram-se em produtos raros no comércio de Londrina. Com as elevadas temperaturas deste verão, as lojas de eletrodomésticos não tiveram estoque suficiente para atender o consumidor ávido por um aparelho que afaste de sua casa a lembrança do El Ni¤o. Os serviços de manutenção e reparo também estão aquecidos. Na loja Quía, os produtos que refrigeram o ar estão em falta há 30 dias, segundo o gerente Valmir Vivan.
Os modelos mais procurados - na versão quente-frio - já desapareceram da Ar & Cia. Na avaliação do vendedor Celso Luiz Ferreira, as vendas só não estão melhores porque não há mais equipamentos disponíveis. Nos próximos 10 ou 15 dias, vamos repor nosso estoque, calcula. Segundo ele, muitas indústrias de eletrodomésticos concederam férias coletivas no final do ano, o que prejudicou o atendimento à demanda das regiões Sul e Sudeste do País. Não estávamos abastecidos para tanto calor.
A Thermoac, que está há um ano no mercado londrinense, precisou mudar um pouco de rumo para atender o consumidor. Filial de Campinas, a loja veio a Londrina para vender ar-condicionado central. Mas a procura foi tão grande pelos aparelhos convencionais, os de janela, que acabamos vendendo também esse produto, diz o gerente Olavo Seiji Higa. Ele avalia como ótimas as vendas na Cidade.
Os mais procurados são os modelos 7.500 BTUs, que custam em média R$ 512,00, e 10.000 BTUs. Mas já estão em falta. Procuramos sempre repor o estoque, mas estamos sendo vencidos pelo calor, diz. Segundo Higa, o tempo de espera para a chegada do pedido é em torno de 10 dias.
A venda de ar-condicionado central também cresceu. A Indrel, que fabrica esse tipo de aparelho, calcula que houve um aumento de 15% em relação à média dos últimos cinco anos. O ar central é um investimento mais alto. Não se compra por impulso. Mesmo assim houve aumento na venda, diz o diretor técnico da empresa, José Augusto Rapcham.
O que realmente está em alta são os serviços de reparo. Rapcham afirma que a empresa executava em média 30 reparos por dia. Hoje, o serviço atende de 60 a 70 diariamente. O brasileiro não tem hábito de fazer manutenção. Com o aparelho instalado, ele nem lê o manual. Quando o equipamento pára, surge o desespero, conta Rapcham.
Segundo ele, o ar-condicionado geralmente está dimensionado para uma temperatura externa de 35 graus. Se o aparelho está sem manutenção, um pouco sujo, com uma pequena obstrução, os picos acima daquela temperatura fazem com que um pequeno defeito transforme-se num grande, explica. O custo de um reparo é bem maior do que o da manutenção.





