A raça Aquitânica, resultado do Blond‘Aquitaine com Caracu, considerada totalmente sintética, é a novidade do setor animal da 39ª Exposição de Londrina este ano. Exemplares da raça podem ser vistos no Pavilhão Agudo Romon, onde o próprio dono, o médico-veterinário Harley dos Santos Pansard, é quem dá as informações. Ele cria tourinhos aquitânicos na fazenda Santa Gabriela, em Urai.
‘‘É a legítima sintética porque reúne e sintetiza as vantagens das duas raças’’, explica Harley, lembrando que o Caracu é uma raça rústica que está no Brasil há 400 anos, enquanto o Blond apresenta desenvolvimento ponderal acima da média e carne macia, de boa textura. São raças parentes, com a mesma cariotipagem genética e, assim, o que se faz são acasalamentos e não cruzamento, resultando em gado de alto padrão, que se comporta bem em condições razoáveis de alimentação. Sentindo pouco calor, devido à ‘‘tropicalização’’, permanecem mais horas em pastejo sob sol intenso.
Uma sugestão de Harley Pansard é que seja usado o touro aquitânico com vacas Nelore à campo. Esse cruzamento industrial proporciona pelo menos 20% a mais de rentabilidade nas propriedades onde não se consegue inseminar, ou se inseminam poucas vacas em relação às disponíveis. Outra opção é o programa de inovulação de embrições em novilhas de engorda. Além do lucro da novilha gorda, o pecuarista terá o lucro da venda de tourinhos aquitânicos com ótimo preço de mercado.Josoé de CarvalhoReprodutor da raça Aquitânica, criado a pasto: 19 meses, 700 quilos,Da Redação

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