Aquecimento só será medido em abril
SÃO PAULO - O secretário de Política Economica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, disse que o governo ainda não tem elementos suficientes que comprovem o excesso de aquecimento da economia nesse inicio de ano. Segundo ele, até o final de março, ou começo de abril, o governo terá indicadores mais consistentes sobre o nível de atividade da economia. O secretário admite que o final do primeiro trimestre é o momento mais favorável para a balança comercial. É que nesse período começam a ser computadas as exportações da safra agrícola.
Parte do crescimento das vendas do inicio do ano ocorreu porque sobraram estoques de 1996, o que deu origem às liquidações. Segundo Mendonça dee Barros, há revendas de automóveis que estão comercializando modelos importados de 1995. Ainda não temos indicadores de níveis muito altos de novas encomendas. Na prática, o que vai mostrar o desempenho da economia nesse inicio de ano, é a combinação do resultado das vendas, o balanço dos estoques e o volume de novos pedidos. Temos de saber se esse efeito de vendas, que em parte tem a ver com promoção, melhores condições de crédito e redução de preços, é temporário ou se transformou em um novo patamar de consumo.
Mendonça de Barros disse que o governo quer um crescimento positivo do consumo, mas que não gere pressão inflacionária e problemas no balanço de pagamentos. Quando ao déficit da balança comercial em fevereiro, ele diz que não há projeções, mas que toda distorção provocada pelas falhas de operação do Siscomex que afetou o resultado de janeiro será anulada quando o governo divulgar o número do bimestre.





