Brasília - O aquecimento da economia brasileira não enfraquecerá os bons resultados das exportações, afirmou ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Ele afastou também a possibilidade de que o setor de insumos básicos, que opera com grau elevado de utilização da capacidade instalada, possa se transformar num gargalo para a continuidade do crescimento da economia.
Em entrevista durante um intervalo da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, o ministro disse que não deve haver preocupação, por exemplo, com a queda das exportações de produtos siderúrgicos. Segundo ele, o Fórum de Competitividade do setor havia estimado uma queda de US$ 500 milhões nas exportações de siderúrgicos neste ano, o que só ainda não ocorreu porque os preços internacionais subiram e a retomada interna demorou um pouco mais do que o previsto para acontecer.
Furlan ponderou que a queda nas exportações do setor siderúrgico é compensada pelo crescimento das vendas externas de produtos que usam aço como matéria-prima. E citou o caso dos automóveis, que tinham previsão de crescimento de 5% nas exportações, em 2004, e cresceram 45% no primeiro mês do ano. ''Isso ocorre com bens de capital, componentes, motores; tudo isso está batendo recorde de exportação. Estamos exportando aço com valor agregado'', afirmou.
Na opinião do ministro, os investimentos já anunciados pela indústria de insumos evitarão que esses setores básicos sejam um gargalo para o crescimento econômico. Ele disse que a siderurgia investirá US$ 10 bilhões até 2008 e que o setor de papel e celulose já anunciou investimento ainda superior até 2010.

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