O motorista de qualquer lugar do Brasil que passar pela BR-369, em Apucarana, a partir de hoje, ficará com a seguinte dúvida: qual o significado de um enorme boné construído às margens da rodovia, um pouco antes da entrada da cidade?
O monumento foi inaugurado na tarde de ontem para lembrar que Apucarana é a Capital Nacional do Boné e tem até um dia dedicado ao produto: 31 de janeiro. A data foi escolhida por ser o dia da criação, de forma regularizada, da primeira fábrica de bonés na cidade, há 24 anos. A solenidade de inauguração contou com a presença de empresários do setor de confecções, representantes de órgãos públicos e autoridades locais.
A construção de uma obra de grandes proporções não foi por acaso: a produção do acessório em Apucarana é de 4,5 milhões de unidades por mês, o que segundo os representantes do setor, corresponde a 60% da produção nacional.
O prefeito Valter Pegorer (PMDB) disse que hoje é impossível falar sobre Apucarana sem fazer referência ao produto. ''O boné se tornou o ícone para a cidade, uma forma de reconhecer Apucarana em todo o País''. Segundo ele, entre 70 mil a 90 mil habitantes do Município dependem hoje da confecção de bonés para ''sobreviver com dignidade''. Isto é bem mais que a metade da população, estimada em 120 mil habitantes.
Pegorer pretende introduzir o boné como parte do uniforme nas escolas municipais ainda este ano. O deputado federal Alex Canziani, que também participou da solenidade, aproveitou o momento para informar que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional transformando o boné como parte do uniforme escolar em todo o Brasil. O projeto, segundo ele, é de autoria de um senador cearense.
Apucarana, que sempre se promoveu como a Cidade Alta, agora quer ficar conhecida como a cidade que tem o maior boné do mundo.

mockup