APS nega que exista nova doença no Paraná
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Da Redação 
O presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores, Romeu Carlos Royer, negou ontem que o vírus causador da aujeszky represente qualquer ameaça à suinocultura do Paraná. Temos uma suinocultura altamente tecnificada e um alto padrão de sanidade, o que impede que o rebanho esteja exposto à doenças. Segundo ele, a aujeszky não chega a ser nenhuma novidade porque a suinocultura brasileira convive com ela há tempo; no Paraná há muito tempo não se tinha notícia de um único caso sequer. Logicamente que há prejuízos econômicos, mas nada que medidas preventivas e um bom manejo não evitem.
Os prejuízos, segundo Romeu Royer, são redução da ninhada, através de abortamento - uma das principais consequências sobre animais afetados - e aumento dos intervalos entre os partos já que a doença causa problema na reprodução. Sobre os reprodutores os prejuízos são maiores porque ficam impotentes e, portanto, incapacitados para reprodução.
O problema não passa da porteira da granja e se expressa apenas nas formas acima, esclarece o presidente da APS. No caso da aujeszky não há necessidade de sacrifício e incineração dos animais, exemplifica o presidente da APS.
Portanto, não estamos falando de nenhuma zoonose que justifique preocupação do consumidor. Pelo contrário, a carne de suínos do Paraná é uma carne sadia, comparada à carne de países altamente desenvolvidos nesse campo, defendeu.
Royer minimizou a importância de um foco da aujeszky, localizado dias atrás, dizendo que não se trata de surto. O foco só foi diagnósticado porque há monitoramento, capaz de identificar quaisquer outros problemas logo no início. O monitoramento é uma das formas de garantir a boa sanidade permanente do rebanho, segundo o presidente da APS.
Royer quer evitar comparações entre a aujeszky e outras doenças com a que tem acometido ovelhas ou gado bovino na Europa. Ele também informou que em reunião realizada ontem de manhã na Secretaria da Agricultura, para tratar sobre questões relacionadas à doença das ovelhas, a scrapie, o herpes-vírus da aujeszky também foi enfocado. A Defesa Sanitária ficou de prestar esclarecimentos público sobre o aparecimento de um foco, segundo Royer.


