O presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores, Romeu Carlos Royer, negou ontem que o vírus causador da aujeszky represente qualquer ameaça à suinocultura do Paraná. ‘‘Temos uma suinocultura altamente tecnificada e um alto padrão de sanidade, o que impede que o rebanho esteja exposto à doenças’’. Segundo ele, a aujeszky não chega a ser nenhuma novidade porque a suinocultura brasileira convive com ela há tempo; no Paraná há muito tempo não se tinha notícia de um único caso sequer. Logicamente que há prejuízos econômicos, mas nada que medidas preventivas e um bom manejo não evitem.
Os prejuízos, segundo Romeu Royer, são redução da ninhada, através de abortamento - uma das principais consequências sobre animais afetados - e aumento dos intervalos entre os partos já que a doença causa problema na reprodução. Sobre os reprodutores os prejuízos são maiores porque ficam impotentes e, portanto, incapacitados para reprodução.
O problema não passa da porteira da granja e se expressa apenas nas formas acima, esclarece o presidente da APS. ‘‘No caso da aujeszky não há necessidade de sacrifício e incineração dos animais’’, exemplifica o presidente da APS.
‘‘Portanto, não estamos falando de nenhuma zoonose que justifique preocupação do consumidor. Pelo contrário, a carne de suínos do Paraná é uma carne sadia, comparada à carne de países altamente desenvolvidos nesse campo’’, defendeu.
Royer minimizou a importância de um foco da aujeszky, localizado dias atrás, dizendo que não se trata de surto. ‘‘O foco só foi diagnósticado porque há monitoramento, capaz de identificar quaisquer outros problemas logo no início’’. O monitoramento é uma das formas de garantir a boa sanidade permanente do rebanho, segundo o presidente da APS.
Royer quer evitar comparações entre a aujeszky e outras doenças com a que tem acometido ovelhas ou gado bovino na Europa. Ele também informou que em reunião realizada ontem de manhã na Secretaria da Agricultura, ‘‘para tratar sobre questões relacionadas à doença das ovelhas, a scrapie’’, o herpes-vírus da aujeszky também foi enfocado. A Defesa Sanitária ficou de prestar esclarecimentos público sobre o aparecimento de um foco, segundo Royer.

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