Curitiba - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a realização de leilão, solicitado pelo Itaú, para que o banco possa comprar as ações do Banestado que ainda estão em poder de acionistas minoritários. Com isso, o leilão de oferta pública para compra das ações foi marcado para o dia 25 de agosto de 2003. Conforme decisão da CVM, a realização do leilão fica condicionada à aceitação de acionistas que detêm dois terços das ações em circulação.
O preço oferecido pelo Itaú para compra das ações do Banestado é de R$ 952,24 por lote de mil ações e o valor será pago à vista. Cerca de 2,6% do capital social do Banestado, representado por meio de 2.491.721 ações ordinárias e 14.725.482 ações preferenciais estão em poder de minoritários. O Itaú quer comprar essas ações para fechar o capital do Banestado e com isso pretende reduzir os custos de manutenção com o registro de companhia aberta do banco.
Imediatamente após a realização do leilão, a administração remanescente do Banestado pretende convocar uma assembléia geral extraordinária para deliberar o aumento de capital do banco da ordem de R$ 6 bilhões. Segundo o analista financeiro Mohamed Talah Júnior, da Century Gestão de Negócios, esses recursos serão depositados no Banco Central para pagar a dívida do Banestado junto ao Fundo Garantidor de Crédito para encerrar a empresa definitivamente.
Para o Itaú, a oferta pública para compra de ações é vantajosa para o acionista minoritário porque as ações perderam a liquidez no mercado. A avaliação das ações foi feita por consultorias independentes e o Itaú escolheu a avaliação mais alta. Júnior concorda que as ações perderam liquidez, mas ele acha difícil os minoritários aceitarem a oferta pública feita pelo Itaú. ''Tinha que ser no mínimo o dobro.'' Ou então, o Itaú poderia oferecer suas ações em troca pelas ações do Banestado, disse o analista.
Se os correntistas não aceitarem a oferta pública, o banco terá que fazer outra proposta se quiser encerrar o capital social do Banestado. A habilitação para o leilão deverá ser feita até o dia 22 de agosto, quando a CVM vai avaliar se houve adesão suficiente dos minoritários para a realização do leilão ou não.

mockup