Aprovadas mudanças em planos de saúde
Aprovadas mudanças em planos de saúde
Comissão do Senado dá sinal verde para a proposta do governo. Plenário deve votar o projeto na próxima semana
Agência Estado
Dida Sampaio/AE
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Aprovação unânimeSenadores Lúcio Alcântara, Romero Jucá e Sebastião Rocha em negociação. Agora projeto vai a plenárioO associado que tiver um plano de referência de assistência à saúde, o mais completo de todos, terá direito a transplante. Já o usuário de um plano hospitalar mínimo, que cobre internações, receberá atendimento de alta complexidade, incluindo cirurgias cardíacas e tratamento de doenças como aids e câncer. Essas mudanças, incorporadas ao texto que veio da Câmara, asseguraram ontem a aprovação do projeto de regulamentação dos planos de saúde na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
Na próxima quarta-feira o projeto irá à votação no plenário do Senado. Após sancionada pelo presidente da República, a lei entra em vigor em 90 dias. Nesse período, todos os contratos de plano de saúde em vigor, por tempo determinado e indeterminado, serão adaptados à nova lei, de acordo com a opção do usuário.
O representante do governo na CAS, senador Romero Jucá (PFL-RR), anunciou que o Executivo editará medida provisória fixando os tipos de transplantes cobertos pelos planos de saúde. Estão na lista os renais e de córnea, informou o relator do projeto na comissão, senador Sebastião Rocha (PDT-AP), que inicialmente propôs 26 alterações no texto da Câmara. Mas acabou fazendo um acordo com o governo para aprovar o possível para beneficiar o consumidor. O parecer, que mantém praticamente todo o texto da Câmara, foi aprovado por unanimidade na CAS.
Segundo Jucá, a MP com as correções da regulametanção será divulgada simultaneamente à sanção presidencial. Ela reduzirá para um dia o prazo de três dias de carência para atendimento de urgência e emergência. Entre outras mudanças, o órgão regulador sairá do controle da Superintendência dos Seguros Privados (Susep) do Ministério da Fazenda para a coordenação do Ministério da Saúde. O governo ainda quer mexer na regra para os aposentados que, pela proposta da Câmara, podem permanecer, por 24 meses, no plano empresarial após a aposentadoria, se assumirem a cota patronal.
O senador Rocha disse que o consumidor obteve vários ganhos. Se uma pessoa sofre um acidente de carro e necessita de uma cirurgia de colo do fêmur, por exemplo, o plano terá de custear as próteses. Os planos hospitalares terão de cobrir todos os transplantes, enquanto o governo não definir quais os tipos, previu. Quem tiver plano ambulatorial poderá fazer hemodiálise, quimioterapia, exames e consultas sem restrição. Os planos são obrigados a atender epidemias de dengue, gripe, sarampo, entre outras. Não há limitação de prazo para internação hospitalar ou em UTI.
A proposta pode não ser perfeita, mas permite que as empresas não morram e traz bastante benefício aos consumidores, observou o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida. Os usuários, mesmo ganhando o direito a transplantes e alta complexidade, reclamaram. Seu representante no Conselho Nacional de Saúde, Mário Scheffer, garante que os avanços são aparentes. Mantém no plano mínimo exclusões para dengue, sarampo, aids e marcapasso. E lembra que, por enquanto, quem controlará o mercado é a Susep. Colocaram o bode para tomar conta da horta.





