Aprovação de projetos de construção cresce 155%
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
De 2001 até setembro deste ano, o total de metros quadrados aprovados para construção pela Prefeitura de Londrina cresceu 155%, de 880 mil para 2,246 milhões. A informação consta do documento ''Indicadores Econômicos da Construção Civil'', divulgado ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-Norte/PR).
O presidente da entidade, Gerson Guariente, demonstrou empolgação com os números e disse que somente Curitiba, em todo o Sul do País, irá aprovar maior metragem que Londrina em 2012. ''Mesmo assim, os nosso números serão muito próximos dos da Capital'', ressaltou.
De acordo com ele, enquanto o mercado local experimenta um crescimento sólido, o de Curitiba estagnou. ''Nos últimos anos, houve uma oferta muito grande de imóveis (na Capital), maior que a demanda'', disse. Questionado se Londrina não segue o mesmo caminho, ele negou. ''Nós estamos atentos e até segurando alguns lançamentos para evitar este risco.''
O Sinduscon não vê nuvens escuras no horizonte. ''Apostamos que vamos crescer de 6% a 7% ao ano nos próximos 15 anos'', disse o presidente. O crédito abundante é a principal justificativa para tal otimismo. ''Conforme a massa salarial do brasileiro vai crescendo, também cresce o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e, em consequência, os recursos para financiar a habitação'', destacou.
Guariente também disse que, com a queda de juros bancários no País, os fundos de investimentos estariam se voltando para o mercado de construção civil. Ele também aposta na ''janela demográfica'' brasileira, situação em que há um elevando contingente de população economicamente ativa, ciclo que segundo o IBGE deve durar até 2035.
O superintendente regional da Caixa Econômica, Élcio José Coelho de Lara, informou que os recursos investidos pelo banco em habitação em todo o País cresceram 20 vezes desde 2003, de R$ 5 bilhões para R$ 100 bilhões. Na região de Londrina, foram investidos no ano passado R$ 887 milhões. ''Vamos crescer 25% neste ano, chegando em R$ 1,1 bilhão'', afirma. De acordo com Lara, o banco trabalha com perspectivas de novo crescimento no ano que vem.
Segmentos
Proporcionalmente, o segmento que teve o maior aumento de metros quadrados aprovados nos últimos cinco anos foi o de condomínios horizontais. Em 2007, foram 1.941 e, no ano passado, 12.904. Também cresceram muito os projetos de obras públicas neste período. Passaram de 10 mil para 41 mil metros quadrados.
As edificações comerciais também foram destaque, passaram de 82 mil para 241 mil metros quadrados. Nesses cinco anos, o crescimento da metragem aprovada para residências com até 80 metros quadrados foi ligeiramente maior que a dos edifícios residenciais. O primeiro segmento experimentou um amento de 114% e o segundo, de 112%.
Mão de obra
Segundo Guariente, o principal desafio enfrentado pelo setor atualmente é a escassez de mão de obra. ''Nos últimos anos, o número de empregados na construção se manteve praticamente estável entre 10 e 11 mil. O problema é os metros quadrados aprovados crescem vertiginosamente e nós não temos mais quem contratar'', ressalta.
Para driblar esta dificuldade, segundo ele, o sindicato patronal vem investindo na retenção de quem está empregado. ''Precisamos segurar essa turma e tornar essa força de trabalho mais produtiva. Por isso, estamos investindo em capacitação profissional e no Serviço Social da Construção Civil que hoje atende 13 mil pessoas'', destaca. Outra medida tomada pelos setor para driblar a falta de mão de obra, de acordo com Guariente, é investir em equipamentos e tecnologia.



