Aprottel acompanha desdobramentos
Patrícia Zanin
O representante da Associação dos Proprietários de Terminais Telefônicos de Londrina (Aprottel), advogado Roberto de Mello Severo, disse ontem que a entidade vai acompanhar com atenção os desdobramentos da venda das ações da Sercomtel. ‘‘Desde que o prefeito reitere o que disse publicamente, que vai respeitar o direito de ações dos donos de terminais telefônicos, e que a avaliação do valor patrimonial e de mercado feita pela consultoria esteja correta, não vemos maiores problemas’’, afirma.
Severo diz também que, para a Aprottel, a venda de ações para a Copel ainda não existe de fato. ‘‘Entendemos que o que existe é apenas um termo de compromisso porque não houve emissão de ações nem chancela da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM’’. Para ele, a compra feita pela Copel pode ser considerada ‘‘um negócio de risco’’ porque dependeria do aval da Comissão.
Ele alega que para a Copel efetivar a operação, a Sercomtel precisaria ter efetuado o registro de suas ações junto à CVM, que analisa valor, volume de ações, balancete da empresa e autoriza emissão e venda. Isto, segundo ele, não ocorreu. ‘‘A Sercomtel ainda não possui ações emitidas. Não temos conhecimento de que houve o registro das ações’’, diz o advogado. ‘‘Mas nada impede que a Copel faça o pagamento a título de adiantamento de ações futuras e o negócio venha a ser concretizado’’, admite.
Severo diz que outro ponto a ser destacado é a ação popular que questiona a transformação da autarquia em sociedade anônima. A ação ainda está sendo analisada. ‘‘Entendemos que essa conversão não existe juridicamente’’. O advogado acredita que se a ação for julgada procedente, toda venda de ações da Sercomtel ‘‘cairá por terra’’.

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