O número de apreensões de mercadorias oriundas do contrabando cresceu 19,8% no Paraná no comparativo entre os anos de 2010 e 2011. O valor saltou de US$ 166,8 milhões para US$ 199,8 milhões, de acordo com dados da 9 Região Fiscal da Receita Federal, que além do Paraná abrange também Santa Catarina. O maior crescimento de mercadorias apreendidas foi o de eletrônicos, com um salto surpreendente de US$ 5,9 milhões para US$ 23,6 milhões, ascensão de quase 300%. As bebidas também tiveram um aumento considerável, saltando de US$ 379,7 mil para US$ 589,3 mil (55,2%). Só na cidade de Londrina, foram apreendidos US$ 6 milhões em mercadorias.
Somando os dois Estados, foram retirados de circulação por volta de 4,6 mil veículos que realizavam o vaivem de produtos irregulares, o que corresponde a US$ 54,7 milhões (alta de 15,74% em relação a 2010). No total, foram feitas 989 operações de combate ao contrabando na 9 Região, sendo 828 delas realizadas no Paraná. Em Foz do Iguaçu - principal foco de contrabando do Estado - foram feitas 522 operações, enquanto em Londrina, 46. Nos dois Estados, o crescimento de apreensões de produtos ilícitos foi de 19,23%.
Segundo Sérgio Antonio Lorente, chefe da divisão de repressão ao contrabando e descaminho da Receita Federal, é preciso avaliar algumas frentes para entender a evolução destes números. ''A primeira delas é o trabalho de pesquisa que existe dentro da Receita para otimizar as operações. É realizada uma análise de histórico, locais e até horários em que são encontradas as principais irregularidades para melhorar a eficiência do nosso trabalho'', explica.
Outra questão é analisar o crescimento da demanda de determinados produtos, como é o caso dos eletrônicos, que tiveram as apreensões aumentadas substancialmente. ''São objetos de desejo da sociedade e os fornecedores vislumbram atender esta demanda. Quando o mercado nacional formal não atende com preços atrativos, o mercado informal entra para suprir esta lacuna, e por isso temos que intensificar as operações'', salienta Lorente.
Por isso, o número de operações deve saltar das 989 de 2011 para 1,2 mil este ano. Elas acontecem das mais diversas maneiras, em estradas, transportadoras, comércio, portos. ''O Paraná tem um peso maior justamente devido à sua fronteira. Desde 2005, cada uma das dez regiões fiscais possui uma divisão de contrabando e descaminho, devido à sua importância no intuito de diminuir tais irregularidades'', justifica o chefe da divisão.
Londrina
Em Londrina, o volume de apreensões de mercadorias irregulares cresceu 13% nos últimos três anos, segundo a Receita Federal. Em 2009, foram apreendidos US$ 5,3 milhões em mercadorias, saltando para US$ 5,7 milhões em 2010 e US$ 6 milhões no ano passado.
O chefe da divisão de contrabando da 9 regional da Receita, Sérgio Lorente, comenta que tanto Londrina como Maringá estão na rota do contrabando para grandes centros, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. ''Intensificamos os trabalhos nestas posições geográficas, pois depois que o produto cai na malha rodoviária de São Paulo fica bem mais complicado realizar a apreensão'', complementa.

Imagem ilustrativa da imagem Apreensões por contrabando crescem 20% no PR
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