Apreensões em Foz atingem US$ 1,9 mi
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de junho de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaVilãoCigarro é o produto mais contrabandeado no Brasil. A Receita conclui plano para atacar o problemaO secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, anunciou ontem o resultado da fiscalização que foi realizada na semana passada em Foz do Iguaçu. Atuaram na operação 240 fiscais que apreenderam mercadorias no valor de US$ 1,939 milhão. Desse total, US$ 870 mil (45% da mercadoria apreendida), foram cigarros.
Ao todo foram apreendidos 240 mil pacotes e a grande maioria, segundo Maciel, era cigarro brasileiro que estava reingressando no País. Além disso foram apreendidos US$ 248 mil em materiais eletrônicos, US$ 54 mil em bebidas, US$ 94 mil em brinquedos e US$ 114 mil em produtos de informática. Na lista de apreensões constam também 21 quilos de maconha.
O secretário Everardo Maciel disse que na próxima semana a Receita Federal deverá concluir os estudos sobre como atacar o problema do contrabando de cigarro que hoje é um dos maiores do País. Segundo ele, o Brasil perde em termos de arrecadação US$ 500 milhões/ano só com sonegação do IPI com o contrabando de cigarros. Se forem considerados os demais impostos (ICMS, PIS e Cofins) a perda de receita com o cotrabando de cigarro chega a R$ 900 milhões por ano.
Na operação da semana passada foram vistoriados 1.181 veículos, sobretudo ônibus. Foram apreendidas também 27 caixas de munição com 50 cartuchos, cada. O secretário da Receita defendeu, durante entrevista coletiva, a alteração de dois acordos firmados entre o Brasil e o Paraguai que permitem que os portos de Paranaguá e de Santos sejam considerados áreas aduaneiras paraguaias, ou seja, que importações feitas pelo Paraguai ingressem nesses dois portos e só sejam desembaraçadas naquele País. Segundo ainda o secretário, a Receita Federal está investigando a hipótese de que essas mercadorias que são destinadas ao Paraguai nem cheguem, algumas vezes, àquele País.


