De janeiro a julho deste ano, o volume de apreensões de mercadorias atingiu US$ 120.199.050 no Paraná, contra US$ 87.612.485 no mesmo período de 2010. A variação foi de 37,19%. O destaque ficou com os eletrônicos, que tiveram crescimento de 433,89% no comparativo dos primeiros sete meses de 2011 (US$ 15.801.219) com o mesmo período do ano passado (US$ 2.959.639). Os dados são do balanço da Superintendência da Receita Federal do Brasil em Curitiba.
A apreensão de cigarros ocupa a segunda posição entre os que mais cresceram, 62,56%, sendo que em 2010 o montante somou US$ 8.096.890 ante US$ 13.161.977 deste ano. As bebidas vêm na sequência, com 45,31% a mais que no ano passado. Em 2010 foram apreendidos US$ 215.821 e em 2011, US$ 313.603. Os veículos apreendidos também ficaram nesta média, com US$ 37.507.244, 45,13% sobre o valor de 2010, que somou US$ 25.843.474.
Brinquedos e informática estão entre as mercadorias que tiveram queda no valor de apreensões, com variação percentual de -53,51% e -0,37%, respectivamente. No comparativo com os primeiros sete meses de 2010, a apreensão da maioria das drogas e entorpecentes também teve redução, em gramas: cocaína registrou a maior queda, -92,78%; haxixe -68,75%; crack -43,19% e maconha -41,88%. Em contrapartida, a apreensão de lança-perfume, em frascos, subiu 642,11% de janeiro a julho, em relação a 2010.
A exemplo do Estado, produtos eletrônicos tiveram destaque em volume no total de apreensões da delegacia da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu no balanço de janeiro a agosto deste ano. No comparativo com o mesmo período de 2010, houve crescimento de 49%, saltando de US$ 15,9 milhões para US$ 23,8 milhões. O montante ultrapassou, inclusive, o valor médio total do balanço, que registrou crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos primeiros oito meses de 2010 foram apreendidos US$ 74,7 milhões em mercadorias e neste ano, US$ 96 milhões.
O auditor fiscal da RF em Foz do Iguaçu, Ivair Luis Hoffmann, credita o crescimento das apreensões de eletrônicos ao ''bom momento deste mercado que tem produtos modernos com valor agregado e preços acessíveis''. Segundo ele, a baixa do dólar é outro fator que influencia na compra de mercadorias estrangeiras. ''É um segmento muito atraente para o descaminho e contrabando, principalmente para o consumidor com o perfil do brasileiro, que tem bom poder aquisitivo'', relata.
Conforme Hoffmann, para compensar a desvalorização cambial, os preços dos eletrônicos subiram um pouco, mas continuam atrativos para o contrabando, visto que os valores praticados nas lojas regularizadas ainda são mais altos.
Em valor absoluto, as apreensões de veículos foram as que mais cresceram de janeiro a agosto deste ano ante o mesmo período de 2010. No ano passado, a RF somou US$ 24,4 milhões e neste ano, US$ 32,7 milhões. ''O percentual é de 34%'', compara o auditor fiscal.
No Brasil
O volume de apreensões de mercadorias atingiu R$ 828,9 milhões no primeiro semestre de 2011 no País, conforme divulgado ontem pela FOLHA. O maior valor para o período e 23,3% a mais que nos primeiros seis meses de 2010.

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