Apreensões da Receita crescem 38% no Paraná
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Receita Federal apreendeu US$ 275,9 milhões em mercadorias diversas em 2012 no Paraná, montante 38,09% superior ao ano de 2011. O valor é resultado da atuação do órgão nas áreas de fiscalização, repressão e controle sobre o comércio exterior.
Segundo o superintendente adjunto da Receita para o Paraná e Santa Catarina, Sergio Gomes Nunes, o aumento do volume de apreensões é resultado do incremento nas ações de fiscalização. Além disso, o órgão tem feito um trabalho prévio de investigação e planejamento das ações. O resultado de 2012 também pode ser explicado devido ao trabalho em parceria da Receita com outras instituições como a Polícia Federal, polícias rodoviárias Federal e Estadual e polícias Civil e Militar. A utilização de cães farejadores em mercadorias importadas e de scanners em contêineres, malas e remessas postais também ajudou a obter um volume maior de apreensões.
De acordo com balanço divulgado ontem pela Receita foram arrecadados R$ 8,3 bilhões no Paraná em tributos e direitos vinculados ao comércio exterior. Esta arrecadação é 18% superior a de 2011, quando o volume tinha sido de R$ 7,47 bilhões. Esta arrecadação é referente a imposto de importação e exportação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Cofins de importação.
Também foram lançados R$ 599 milhões em créditos tributários no Estado a partir de ações de fiscalização de zona secundária (todo o território brasileiro, exceto portos, aeroportos e pontos de fronteira). Este crédito tributário é um valor que é lançado para ser cobrado das empresas que operam com comércio exterior e são devedoras.
Ao todo, a Receita realizou 1.147 operações de vigilância e repressão vinculadas à Operação Fronteira Blindada. O órgão desembaraçou 321 mil declarações de importação e exportação.
Nunes destacou que foram apreendidos 3.730 veículos no Paraná, o que significou um valor de US$ 42,974 milhões no total. Geralmente, os veículos apreendidos estavam envolvidos em contrabando e descaminho. Em cigarros, as apreensões chegaram a US$ 20,9 milhões, contra US$ 18,2 milhões em 2011.
Em drogas, houve um crescimento de 8,34% nas apreensões de maconha, 21,65% em haxixe, 307,69% em cocaína e 260,93% em crack. Segundo Nunes, foi realizado um incremento na utilização de cães farejadores, o que ajudou a elevar o volume de apreensões de drogas. A principal porta de entrada das drogas no Estado ainda é a fronteira do Paraná com o Paraguai, em Foz do Iguaçu.
Nunes destacou que houve aumento também na apreensão de produtos como vestuário, perfume, artigos para pesca e ferramentas, que cresceu 106,85%. Por outro lado, houve queda nas apreensões de produtos de informática (-21,71%), eletrônicos (-27,22%), brinquedos (-17,20%), armas e munições (-28,62%). Ele acredita que os brasileiros têm trazido menos eletrônicos e artigos de informática importados para o Brasil devido ao aumento do dólar. Além disso, o comércio brasileiro tem oferecido um prazo maior de parcelamento para a aquisição destes tipos de produtos.
As prisões realizadas, decorrentes de ações repressivas, foram 4,62% superiores às que ocorreram em 2011. O maior número de prisões em flagrante ocorreu em Foz do Iguaçu (528), seguida de Cascavel (307). No total, foram 845 prisões no Paraná.


