Apreensões da Receita caem 26% em Foz
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Foz do Iguaçu - O valor das apreensões de mercadorias e veículos realizadas pela Delegacia da Receita Federal, em Foz do Iguaçu (Oeste), caiu 26% em 2012 em relação ao ano anterior. Os produtos recolhidos somaram US$ 105,4 milhões este ano, contra US$ 142,6 milhões em 2012.
O balanço, divulgado ontem, é referente às apreensões feitas no trecho entre Foz do Iguaçu e Guaíra e inclui mercadorias recolhidas por outras instituições, como as polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar e as Forças Armadas.
Conforme o auditor fiscal Ivair Hoffmann, a variação cambial é o principal fator que contribui para a redução do valor total das apreensões no ano passado. "As mercadorias paraguaias são indexadas ao dólar e esses produtos ficaram mais caros para os brasileiros com a variação em 2012, que diminuíram as compras no país vizinho. Em 2011 foi diferente porque não ocorreu uma oscilação cambial com tanta frequência", explicou.
Os veículos representam a maior parte do valor apreendido. Foram recolhidos 3.466 unidades, entre automóveis, utilitários, ônibus, caminhões, motos e barcos, totalizando US$ 39 milhões. Este valor ficou abaixo dos US$ 47 milhões registrados em 2011 (queda de 18%).
Os produtos de mídia ótica gravada tiveram a maior redução nas apreensões (51%), passando de US$ 837 mil para US$ 412 mil. Em seguida aparecem os eletrônicos (44%), caindo de US$ 36,4 milhões para US$ 20,4 milhões; e logo depois os produtos de mídia ótica virgem (43%), que foram de US$ 971 mil para US$ 555 mil.
Outras mercadorias que apresentaram queda foram brinquedos (-23%), caindo de US$ 2,9 milhões para US$ 2,6 milhões; bebidas (-11%), que passaram de US$ 405 mil para US$ 310 mil; informática (-34%), diminuindo de US$ 9,6 milhões para US$ 6,4 milhões; relógios (-41%), que tiveram o valor reduzido de US$ 3,8 milhões para US$ 2,2 milhões; e vestuário (-41%), passando de US$ 17,4 milhões para US$ 12,9 milhões.
Cigarros
De todos os produtos apreendidos pela Receita, apenas o contrabando de cigarro apresentou crescimento (10%), subindo de US$ 12,6 milhões para US$ 13,9 milhões. Segundo Hoffmann, esta variação positiva se deve porque o produto é considerado muito lucrativo pelos contrabandistas, além de sofrer uma carga tributária diferenciada das demais mercadorias. "Independente do câmbio e sua variação, as apreensões de cigarros foram significativas no ano passado", afirmou o auditor fiscal.
Drogas e armas
A Receita também divulgou os números referentes às apreensões de drogas, armas e munições em 2012. Foram 3.308 frascos de lança-perfume, 2,7 toneladas de maconha, 53 quilos de cocaína, 46 quilos de haxixe, 186 quilos de crack em pedras, 3.707 munições (unidades) e 31 armas. Em relação a 2011, a Receita verificou uma queda de 74,8% na apreensão de lança-perfumes (13.142 unidades); alta de 14,3% em relação à maconha (2,3 toneladas); crescimento de 341% nas apreensões de cocaína (12,10kg); alta de 15% de haxixe apreendido (40,55kg); aumento de 365% nas apreensões de pedras de crack (40,32kg); queda de 79,6% na quantidade de munições apreendidas (18.190 unidades) e crescimento de 138% no número de armas em contrabando (13). "Em relação às drogas o aumento já era esperado por estarmos num dos maiores corredores de tráfico do País. Então as diversas ações desenvolvidas em conjunto com outros órgãos resultaram em grandes apreensões", ressaltou Hoffmann.


