Genebra Com a possibilidade de uma guerra no Iraque e as instabilidades geradas pela Coréia do Norte, investidores nos principais mercados estão deixando de apostar suas fichas no dólar e estão cada vez mais comprando ouro.
O metal nunca esteve tão valorizado desde 1997 e está sendo considerado no mercado internacional como um refúgio seguro em tempos de guerra.
O ouro chegou ao patamar de US$ 390 por onça (28,35 gramas) nos primeiros dias de fevereiro, quando uma guerra contra Bagdá ficou evidente. Mas acabou se estabilizando em US$ 350. Na segunda-feira, depois do anúncio de que os Estados Unidos estavam levando uma nova resolução ao Conselho de Segurança da ONU contra o Iraque, o metal foi cotado em US$ 360.
Para especialistas, a opção pelo dólar foi revista por vários investidores diante da volatilidade que a moeda norte-americana poderia ter diante da situação no Iraque.
O resultado dessa percepção, segundo o Conselho Mundial do Ouro, tem sido um aumento no preço do metal desde meados do ano passado. Em comparação ao valor de 2000, o ouro sofreu um aumento de 40%.
Até mesmo os bancos centrais parecem estar se aproveitando da alta do ouro para vender o metal. O Banco Central da Suíça, por exemplo, tem vendido em média uma tonelada de ouro por dia desde o início do ano.
Além dos fatores geopolíticos, a situação do Japão, da Argentina e os escândalos contábeis contribuíram para que o ouro tivesse seu preço valorizado. ''O ouro ainda é o investimento que oferece a maior segurança'', afirma o Conselho Mundial.