Especialistas alertam para o fato de que os capitais que vieram para cá nos últimos tempos, forçando o dólar a cair, são muito voláteis e podem sair a qualquer sinal de instabilidade política ou econômica.
Esses investimentos externos migraram para os países chamados emergentes, como o Brasil, devido a uma crise de confiança em relação às empresas norte-americanas e européias, após uma onda de escândalos contábeis e também por causa da crise econômica que afeta essas regiões e que prejudica os resultados corporativos.
Se houver uma retomada do crescimento a partir do segundo semestre, como se espera, é possível que parte dos recursos que ingressaram aqui volte para seu lugar de origem. Por outro lado, o avanço das economias de Primeiro Mundo poderia ampliar os mercados consumidores para as empresas dos emergentes, que veriam suas exportações crescerem.
Os investidores estrangeiros, então, poderiam julgar interessante colocar seu dinheiro nas companhias desses países, e assim a debandada do capital não seria tão acentuada. ''Até lá, o governo Lula deveria aproveitar o momento de otimismo do mercado de câmbio para fazer melhorar os fundamentos da economia do País'', explica um analista. ''Uma queda sustentada da inflação, acompanhada de corte nos juros, seria importantíssimo a fim de deixar a casa em ordem para enfrentar um cenário como esse.''

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