APPC faz reunião para rediscutir exportações
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sexta-feira, 20 de dezembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - A Associação dos Países Produtores de Café (APPC) vai fazer reunião extraordinária para avaliar a sugestão dos países africanos, encampada pela Colômbia, de restringir as quotas de exportação do produto. O encontro será entre 15 e 17 de janeiro, no Rio. A idéia é reduzir o volume exportado entre janeiro e junho em 2,5 milhões de sacas, 10% do total estabelecido no acordo de ordenamento de oferta firmado em maio passado.
Para o Brasil, uma eventual mudança no acordo é indiferente, pois o País deve ficar aquém das quotas estipuladas pela APPC no período, avalia Jair Coser, diretor da Unicafé, principal exportadora do País, e ex-presidente da Federação Brasileira dos Exportadores de Café. Por causa da entressafra, os embarques brasileiros devem recuar do patamar de 1,5 milhão de sacas mensais verificado neste último trimestre para 1 milhão de sacas. Pelo acordo, o Brasil deve exportar no máximo 6 milhões de sacas no próximo semestre.
Essa história de restringir a oferta é um filme velho, que não contribui para o fortalecimento do mercado em bases livres, afirma Joaquim Ferreira Leite, da Associação Brasileira dos Exportadores de Café (Abecafé). Na opinião de Coser, uma eventual redução nas quotas não deveria atingir a variedade arábica (exportada pelo Brasil e pela Colômbia), mas o robusta, produzido principalmente na África e na Ásia.


