Curitiba - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) quer implantar até o final do ano dois projetos ambiciosos: a Zona Alfandegada no Porto de Paranaguá, litoral do Estado, e um terminal público de contêineres. Já estão em curso os estudos de viabilidade, que devem ficar prontos em 90 dias.
O superintendente da Appa, Eduardo Requião, informou, através da assessoria de imprensa, que as indústrias que estiverem instaladas numa área específica do Porto de Paranaguá e importarem seus componentes para montagem de seus produtos não pagarão impostos tanto na importação destas peças como na exportação de seus produtos acabados. ''Essas empresas receberão benefícios fiscais para que possam se organizar em áreas próximas ao porto e também para que possibilitem o crescimento econômico da cidade, através da geração de centenas de empregos'', afirmou por meio de assessoria.
''É uma iniciativa plenamente favorável, já que cria incentivos à exportação'', afirmou o coordenador do Conselho de Comércio Exterior (Concex) da Associação Comercial do Paraná (ACP), Luiz Alberto de Paula César. Segundo ele, a zona alfandegada possibilita às empresas concluírem todo o ciclo da cadeia produtiva em uma área, reduzindo os custos. ''As pequenas empresas também são favorecidas, porque podem fazer o trabalho de cluster, agregando algum valor no produto, sem que haja tributação excessiva'', avaliou.
A Appa também pretende reativar o terminal público de contêineres, parado desde 1998, quando o governo estadual arrendou o serviço para o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). O contrato firmado entre a empresa e o governo é válido por 25 anos, prorrogável pelo mesmo período. Para o superintendente da Appa, o monopólio da atividade prejudica o sistema portuário. ''Podemos oferecer outros valores e na medida em que estabeleçamos esta concorrência, ganharão todos aqueles que se utilizam do porto e aqueles que têm preços melhores'', relatou, através da assessoria.
Mas o terminal público deverá necessitar de muitos investimentos para poder concorrer com o espaço privado, avalia o coordenador do Concex. O gerente comercial do TCP, Marcelo Marder, afirmou que o TCP não teme a eventual concorrência do terminal público. ''Hoje dispomos da melhor infra-estrutura no Brasil'', declarou.

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