Appa quer dragagem emergencial no porto
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segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, anunciou ontem que será feita uma dragagem pontual no Canal da Galheta - na entrada do Porto de Paranaguá - através de um contrato emergencial. Além disso, ele divulgou a criação da Companhia Paranaense de Dragagem que deve ser formada através de uma parceria entre o Governo do Paraná, a iniciativa privada e a Appa.
O processo de dragagem emergencial vai começar depois que a administração do porto fizer um chamamento das empresas brasileiras interessadas em realizar o serviço, respeitando os níveis técnicos, de custos e de impacto ambiental. O prazo para a finalização deste serviço de dragagem varia de 40 a 60 dias, dependendo das condições climáticas. Segundo ele, neste período, a navegação será normal.
Requião disse que já há uma empresa brasileira, a Solmar, que vai fretar uma draga holandesa que encerrou as atividades no Porto de Itajaí e que poderá dragar 2,8 milhões de metros cúbicos do canal a um preço de R$ 15,6 milhões. Segundo ele, o valor máximo que a Appa vai pagar pelo serviço é de R$ 16 milhões. A Solmar tinha participado da licitação que a Appa fez em março e pediu R$ 66 milhões sendo R$ 37 milhões para a dragagem e o restante para trazer a draga ao porto.
As outras áreas a serem dragadas precisam atender às exigências ambientais do Ibama, como a construção de diques de contenção, análise dos sedimentos e espaço para confinamento do material dragado.
''Estamos há três anos e seis meses pedindo para adquirir uma draga mas a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) proíbe o porto de ter uma draga própria'', disse Requião. A Antaq informou que teria que questionar o departamento jurídico para responder a esta questão. A agência determina que a dragagem deve ser feita por empresa brasileira de navegação de apoio portuário e autorizada pela Antaq.
No Brasil, hoje existem cinco dragas que pertencem a três empresas (Dragoport, Interpa e Bandeirantes). O governador Roberto Requião determinou ontem, segundo o superintendente da Appa, um estudo de viabilidade para a companhia. Hoje, o porto tem US$ 120 milhões em caixa.
O assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e visitante permanente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Nilson Hanke Camargo, disse que o CAP não vai aprovar o contrato emergencial porque ele é irregular, ou seja, a dragagem teria que ser feita com licitação. ''Por incompetência da Appa estão forçando um contrato emergencial'', declarou. Segundo ele, dragagem emergencial tem que passar pela aprovação do CAP.
Pane- O roubo de cabos da Brasil Telecom provocou uma pane geral ontem no porto. Com o sistema de informática fora do ar, os caminhões não conseguiram descarregar e a fila de caminhões chegou a 14 quilômetros.


