Appa promete investimentos para solucionar problemas
Curitiba - A safra deste ano promete ser 16% maior do que em 2010 e atingir 15 milhões de toneladas de granéis sólidos escoados pelo Porto de Paranaguá contra os 12,23 milhões do ano passado. O maior volume deve ser de soja. No ano passado, foram 4,043 milhões de toneladas de farelo de soja, 5,138 milhões de toneladas de soja em grão, 2,566 milhões de toneladas de milho e 518.571 toneladas de trigo. O pico da safra acontece de março a julho, porém com mais intensidade em março e abril.
Para resolver ou, ao menos minimizar, os problemas apontados pelo setor do agronegócio paranaense, por caminhoneiros e transportadores, a administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) pretende colocar em prática nove projetos nos próximos quatro anos que vão demandar investimentos de R$ 1,1 bilhão. Os recursos poderão vir de várias fontes que incluem o PAC 2, iniciativa privada e recursos próprios.
Um deles é a reestruturação do corredor de exportação que hoje conta com seis shiploaders com capacidade nominal de 1.500 toneladas/hora cada um, mas que operam na média com 1.200 toneladas/hora. Em entrevista exclusiva à Folha, o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, disse que será realizado um repotenciamento do corredor de exportação que hoje tem três berços e opera com capacidade nominal de 9 mil toneladas/hora. O projeto prevê quatro berços com 16 mil toneladas/hora, deve demorar três meses para ficar pronto e custará R$ 300 milhões. Maron disse que os recursos virão 50% do PAC 2 e o restante da iniciativa privada ou recursos próprios.
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Hoje, a Appa tem um caixa de R$ 440 milhões que já está praticamente todo comprometido com obras, aprofundamento do cais e dragagem de manutenção do canal e da bacia de evolução. A dragagem de aprofundamento terá R$ 50 milhões do PAC 1 e o restante de recursos próprios. ''Só temos dois meses de novo governo e estamos desenvolvendo projetos para aumentar a capacidade do porto'', destacou.
''Ficamos oito anos parados. Não tivemos mais tanta carga porque os exportadores procuraram outros portos'', disse. Segundo ele, 30% das cargas foram para outros terminais. (A.B.)





