APPA promete iniciar dragagem em fevereiro
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Sem a limpeza, a exportação dos grãos será inviabilizada 
São Paulo - O superintendente da Administração Portuária de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Oliveira de Souza, afirmou que a meta do governo é começar em fevereiro o processo de dragagem emergencial para aprofundar e corrigir o canal de Galheta, principal entrada do porto.
O porto já tem as licenças ambientais, o projeto de engenharia e os recursos em caixa. Além disso, temos a vontade e sabemos da necessidade de dragar o canal. Queremos iniciar o trabalho até fevereiro, afirmou Souza. Segundo ele, a administração trabalha para que os gargalos mais críticos do porto sejam solucionados até março, quando entra a safra de soja. A politização exacerbada atrapalharam as discussões técnicas no porto, reconhece o superintendente.
O prazo para que as empresas interessadas em realizar a dragagem apresentassem suas propostas terminou quarta-feira (14). Agora, o porto está fazendo a análise técnica e jurídica das propostas recebidas, que deve ser concluída até o dia 20. No início da próxima semana, a equipe do porto enviará a recomendação para o governador do Estado, Roberto Requião, que deverá avaliar e poderá autorizar a administração portuária a contratar recursos em caixa para a dragagem emergencial. A expectativa é iniciar o trabalho dez dias após a assinatura do contrato.
O superintendente explica que as chuvas em novembro e dezembro (concentradas no litoral) provocaram fortes ressacas no mar e o assoreamento do canal, agravando os problemas na Galheta. Em 60 dias, o assoreamento foi cinco vezes maior que o histórico de um ano, afirmou. Ele reconhece a urgência do processo e concorda que, sem a dragagem, a exportação dos grãos será inviabilizada, especialmente, depois da destruição de parte do porto de Itajaí, também em função das chuvas. Se estes dois portos do País tiverem problemas seria um caos logístico, afirma. Entretanto, ele destaca que o porto deu resposta ao crescimento das exportações brasileiras. Há seis anos, o faturamento era de R$ 4 bilhões. E hoje é de US$ 13 bilhões, afirma.
Além da dragagem de emergência, a administração portuária mantém mais duas frentes de trabalho, realizadas em conjunto com a Secretaria Especial dos Portos: a dragagem de manutenção nos berços de atracação e na área de fundeio (onde os navios aguardam para atracar), feita com recursos da própria administração portuária; e a dragagem de aprofundamento do canal, que será feita com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP). Segundo ele, o porto foi incluído no Plano Nacional de Dragagem por ser considerado um dos seis portos estratégicos do País. Sendo uma das principais vias de escoamento da safra brasileira, os trabalhos para aprofundamento e dragagem também são acompanhados pela Secretaria de Agricultura do Paraná e o Ministério da Agricultura.
A realização da dragagem do canal atenderá a uma antiga demanda dos exportadores, já que o assoreamento e deformação do canal ocorrem há cerca de dez anos. Em 2006, o porto lançou edital para contratação de dragagem em caráter emergencial, mas o processo foi embargado na justiça. (F.G./A.E.)


