Appa pede apuração de embarque de soja pela Uninave
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) solicitou à Polícia Civil que apure suspeitas de irregularidades no embarque de soja da empresa Uninave Marítima e Comercial. A empresa se valeu de uma prática usual no local há mais de 30 anos, de emprestar soja do silo público para embarcar. Como a Uninave não recebeu um empréstimo de grãos feito a outra empresa, não conseguiu devolver o empréstimo feito junto ao silão.
De acordo com a Appa, o caso foi levado à delegacia para que o caso seja esclarecido. A empresa teria emprestado cerca de 2 mil toneladas de soja do silo, mas teria devolvido apenas 400 toneladas, deixando um rombo de cerca de 1,6 mil toneladas.
O diretor técnico Ogarito Linhares, disse que a prática de empréstimo de soja é utilizada por todas as operadoras exportadoras. ''Por questões logísticas, às vezes a soja que deve ser embarcada está em um caminhão no pátio, ou até nem chegou. Há possibilidade de usar a soja do silo, mas é preciso respeitar o prazo para devolução'', explicou. Como se passaram dois meses sem que a carga fosse devolvida, a Appa decidiu levar o caso à polícia. ''É possível que a empresa devolva, mas isso foi feito para resguardar o porto'', acrescentou.
De acordo com o advogado da Uninave, João Padilha, a empresa tem a receber 1,9 mil tonelada de soja de outra empresa. ''Assim que essa carga for recebida, será feita a devolução'', declarou. Ele disse que a iniciativa do porto foi um pouco exagerada, já que ''até a direção do porto fala que é uma prática comum''. A Delegacia de Paranaguá já instaurou inquérito para apurar o ocorrido.(R.F.)





