Curitiba - O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) iniciou ontem as discussões para o reajuste de tarifas do porto. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) tinha pleiteado um aumento de 50% mas a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou apenas 23,1%. Os novos valores precisam de homologação do CAP para entrarem em vigor. ''Pretendo conduzir essas negociações de modo que, em dezembro tenhamos o problema resolvido'', disse o presidente do CAP, Paulo Augusto Vasconcellos.
O atual presidente está no cargo apenas há três e substitui Hélio da Silva, que foi exonerado. Vasconcellos disse que a discussão sobre as tarifas vai continuar na próxima reunião do dia 25 de outubro. ''Não estou interessado em aprovar o aumento de qualquer maneira'', disse. Segundo ele, a possibilidade de o reajuste ser menor que 23,1% depende de um acordo entre a Appa, os operadores portuários e os usuários do porto.
As tarifas são cobradas por serviços de infra-estrutura marítima, operacional e por utilização do cais. Há cinco anos o porto cobra os mesmos valores. As tarifas atuais foram fixadas em 2001 e venceram no final do ano passado e foram estendidas até o final deste ano. O percentual de 23,1% já passou pelo crivo do Ministério da Fazenda e agora só falta a aprovação do CAP.
Vasconcellos, disse que as novas tarifas entrariam em vigor já após a aprovação do conselho. ''Se Paranaguá reajustar os preços em demasia, as cargas fugirão para Santa Catarina'', destacou. Nos últimos cinco anos, a Appa tinha solicitado duas vezes o reajuste das tarifas que foi negado pela Antaq. O valor das tarifas depende do tipo de mercadoria, do volume, do navio e da mão-de-obra utilizada.

mockup