Curitiba- A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) já estuda dois caminhos para tentar reestabelecer a dragagem emergencial no Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá. Em entrevista à Folha no início da noite de ontem, o procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse que a administração portuária está estudando um recurso contra a decisão do juiz federal da 2 Vara Federal do Rio de Janeiro, Mauro Luis Rocha Lopes. O juiz suspendeu na última quarta-feira uma liminar que autorizava a dragagem e desde esta data, a draga está parada no porto.
Segundo Lacerda, outra forma de conseguir o reinício da dragagem é apresentar uma outra área de despejo para os sedimentos retirados do fundo do mar. De acordo com ele, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já indicou uma área que dista 10 milhões de milhas náuticas da atual. O procurador disse ainda que a Appa já iniciou conversações com a empresa de dragagem Somar porque a mudança da área de despejo levaria a uma diminuição no quantitativo a ser dragado ou ao aumento do custo do serviço, contratado por R$ 15,5 milhões.
Ele lembrou que a atual área de despejo nunca foi questionada pela Capitania dos Portos, inclusive pela empresa anterior que prestava o serviço, a Bandeirantes.
Soja- Apesar de a Appa ter informado que vai cumprir a decisão do juiz da Vara Federal de Paranaguá, Carlos Felipe Komorowski, que determinou no dia 15 de setembro que os berços 212 e 213 do corredor de exportação do porto sejam liberados para a exportação de soja transgênica, a administração portuária vai recorrer na Justiça. ''O recurso vai ser interposto'', disse Lacerda.
A Appa colocou uma ressalva para liberar os berços 212 e 213, ou seja, a exportação de grãos geneticamente modificados terá que obedecer as condições estabelecidas na Ordem de Serviço número 031/2006.

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