Além de compensar a ausência de praias na região, os dois resorts apostam no turismo de eventos. "Nós planejamos o empreendimento pensando nos eventos que poderemos trazer para cá", afirma o diretor de Obras do Maluí, Cláudio Tedeschi. Com capacidade para hospedar mil pessoas, o hotel dispõe de equipamentos de lazer e esporte, mas também de auditório e salas para convenção e reuniões. "Teremos estruturas para eventos de até 500 pessoas", diz o diretor.
Ele conta que a administração do hotel será terceirizada. "Já conversamos com algumas redes, como Mabu e Travel Inn", afirma. Mas os próprios empreendedores já cuidaram de começar a treinar possíveis funcionários num convênio firmado com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). "São moradores de Primeiro de Maio e Sertaneja", conta.
Apesar de a Ilha do Sol pertencer a Sertaneja, o embarque para ela é feito em Primeiro de Maio. A travessia, de 2,5 quilômetros pela Represa Capivara, dura cerca de 13 minutos. Atualmente, o resort já conta com três lanchas para 12 pessoas e um barco para 60. "Estamos construindo um outro barco para 120 pessoas", conta o diretor.
Ele diz que o projeto prevê para um segundo momento a construção de um outro hotel, com 150 apartamentos, desta vez no continente. "É uma proposta para complementar essa estrutura que já haverá na ilha. Aí poderemos abrigar eventos maiores. Mas, antes, precisamos comprovar a viabilidade do primeiro", declara.
O sócio-proprietário do Tayayá, Mário Humberto Degani, afirma que a ideia de expandir o empreendimento também visa atender ao turismo de evento. "Por enquanto, não temos muita estrutura para receber congressos, mas, no novo bloco, teremos um bom salão de convenções", explica.
Ele diz que o resort já oferece boa gastronomia e uma "excelente" área para lazer e esporte, além das belezas naturais da região. "A natureza aqui enche os olhos", declara. (N.B.)

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