Curitiba - Um grupo de aposentados do Quadro Próprio do Poder Executivo esteve ontem na reunião semanal do secretariado para pedir reposição salarial e atenção governamental para os 23 mil servidores inativos que estão sem qualquer tipo de reajuste desde 1995. Os aposentados entregaram um documento ao governador Roberto Requião demonstrando que os servidores ativos do chamado Quadro Próprio tiveram reajuste no governo Jaime Lerner em 2002, com a edição do Plano de Cargos e Salários do Quadro Próprio. Entretanto, os inativos não teriam sido contemplados. A defasagem salarial dos aposentados, se comparados com os salários dos ativos, seria de 123%.
''O que estamos pleiteando é isonomia salarial. Queremos reposição de perdas ou inclusão dos aposentados na Lei 1.366 de 2002 que fez com que os servidores da ativa pudessem ter aumentos e progressão na carreira. Sem ter condições financeiras para comprar remédios, alimentação. A situação é difícil. Os aposentados estão passando dificuldades e precisam da atenção governamental'', afirmou Roseli Mocelim, do Movimento dos Aposentados do Quadro Próprio do Poder Executivo.
Na semana passada, Requião anunciou que iria estudar um reajuste para o Quadro Próprio do governo do Estado. Entretanto, Roseli considera que reajustar os salários linearmente não resolve a situação dos aposentados até porque a isonomia não teria sido alcançada.
''As distorções salariais continuariam, mesmo que ele (Requião) desse um aumento para a categoria. Queremos ter os mesmos direitos que os funcionários da ativa. É o que diz a Constituição Federal'', lembrou. Roseli tentou falar com Requião, que ficou irritado. ''Isso aqui não é sala de audiências'', limitou-se a dizer. Integrantes do Movimento dizem que só foram até a reunião porque não conseguiram marcar uma audiência com Requião, no Palácio Iguaçu.

mockup