Brasília - Em quase um ano de funcionamento, a ser completado em maio, os empréstimos concedidos aos aposentados somam R$ 4,87 bilhões, informou ontem o Ministério da Previdência. Os bancos, no entanto, reclamam da taxa de R$ 0,30 cobrada pela Dataprev para debitar as parcelas do empréstimo. A Dataprev é a estatal que processa os dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro da Previdência Social, Romero Jucá, prometeu estudar a possibilidade de redução da taxa administrativa.
''Já pedi um detalhamento dos procedimentos (da Dataprev) e vamos analisar essa taxa que, em princípio, serve para cobrir as despesas operacionais da empresa com os descontos'', afirmou Jucá, após a formalização da adesão do banco HSBC ao programa de empréstimos consignados aos segurados do INSS. O banco vai cobrar juros que variam de 1,70% a 2,60% ao mês. Na semana passada, o Banco do Brasil também passou a oferecer esse tipo de crédito e, com as duas adesões, somam agora 21 as instituições financeiras associadas à Previdência. A maior parte desses bancos, no entanto, é de porte médio e pequeno.
Para o economista Miguel Ribeiro, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), apesar de ser um enorme avanço a oferta de crédito aos idosos no País, as pessoas devem ficar atentas às taxas de juros. Um levantamento da Anefac mostra que as taxas mensais podem variar de 1,50% a 4,50% ao mês neste tipo crédito, o que equivale respectivamente a 19,56% e 69,59% de juros ao ano. ''Entre a mais baixa e a mais alta há uma variação de quase 200%. Por isso, vale muito a pena pesquisar'', alertou o economista.

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