Rio Em 1999 havia no Brasil 7,9 milhões de funcionários públicos na ativa. Desse total, 1,1 milhão operavam no governo federal, 3,2 milhões nos Estados e 3,3 milhões nos municípios, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indica que, dessa população, 90% dos servidores municipais, 80% dos estaduais e 58% dos funcionários federais ganham até o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de R$ 1.562.
Caso o governo opte pela previdência e teto unificados, os servidores municipais pouco serão atingidos, por já estarem enquadrados no teto do INSS. O efeito sobre o caixa das prefeituras também seria pequeno: dos 5.552 municípios brasileiros, 3.149 já estão vinculados ao regime do INSS e não precisariam começar a recolher contribuições.
A situação é diferente, porém, em relação aos governos estaduais. Todos os Estados têm regime próprio de previdência e teriam de passar a recolher 22% da folha de salários para o INSS, o que não fazem hoje. Por isso a tendência dos governadores é preferir a proposta de aplicação do fator previdenciário.
A disparidade de renda na faixa salarial mais elevada é enorme entre os três níveis de governo. Dos servidores federais, 19% ganham entre R$ 4 mil e R$ 7,6 mil (aí não se incluem parlamentares, desembargadores e outros servidores, que recebem até R$ 17 mil). Mas só 1% dos municipais e 4% dos estaduais estão nessa faixa. Dos que trabalham em prefeituras, 58% recebem até R$ 600.

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